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Lucia Borges

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Conceito:

Grupo de plantas caracterizado por crescimento horizontal e porte baixo. Cobre a superfície do solo, formando verdadeiros tapetes vivos. As forrações agem como neutralizadoras dos agentes da erosão além de conferir ao jardim a necessária função estética de integração com os demais elementos verticais. Oferecem, ao paisagismo, inúmeras alternativas de cores, texturas e tamanhos.

Características:

As forrações, ao não ser as gramíneas, não toleram o pisoteio, sendo, portanto, impróprias para áreas de circulação. Podem ser permanentes ou anuais no que diz respeito a seus ciclos vitais. São cultivadas pela beleza de sua folhagem ou pela riqueza do colorido de suas flores. Existem espécies que se adaptam ao sol pleno ou à sombra. Possuem portes variados conforme a classificação a seguir:

 Plantas com até 20cm de altura: são aquelas mais rasteiras, que cobrem o solo. Agem como conservadoras de umidade, pois, promovem frescor às outras plantas. Exemplos: ajuga, gramados, vedelia, onze-horas, rosa-de-pedra, grama azul, grama preta, lizimáquia, poligonon.

 Plantas entre 20 e 40cm de altura: são aquelas que intermediam o espaço entre as primeiras e aquelas de porte mais elevado. São muito versáteis, pois, formam volumosos maciços em amplas composições e agem como pontos de interesse quando usadas em locais estratégicos: conjuntos de pedras, troncos, vasos, elementos que mereçam destaques. Exemplos: Impatiens, lírio amarelo, begônias, quaresminha, azulzinha, clorofitos, petúnia, piriquitinho.

 Plantas entre 40 e 70cm de altura: são as forrações altas, próprias para maciços em grandes áreas. Normalmente são plantas mais resistentes. Exemplo: afelandra, amaranto, zínia, camarão, hortênsia.

Utilização:

Conforme já citado as plantas de forração possuem inúmeras alternativas. São considerados “os toques finais” da composição. Realçam os arbustos e os centros de interesses. Fazem as bordaduras dos canteiros e caminhos. Protegem os solos da erosão e mantêm a umidade. Compõem vasos e jardineiras. Estão presentes em floreiras com plantas coloridas e pendentes.

São plantadas de forma que se entrelacem umas nas outras, formando maciços compactos quando crescerem. Devem ser mantidas conforme as necessidades de cada espécie.

INTRODUÇÃO:

A rosa do deserto é uma planta que tem sido muito procurada e requisitada. E até já fiz outro vídeo que plantei em uma bacia vitrificada. E atendendo a pedidos vou dar mais dicas de plantio, germinação e como fazer mudas desta linda planta. Inclusive aplicando dicas dadas aqui pelos seguidores como também de outros canais daqui do Youtube especializados neste assunto, como a Apolonia Grade e a Fran Natura.

3 DICAS BÁSICAS DE CULTIVO:

  •  Planta necessita de sol pleno
  • A mistura de plantio deve ser porosa ou fibrosa
  • A rega deve ser moderada

DICAS PARA PLANTIO:

  •  Uso de vaso cerâmico ou bacias
  • Drenagem: uma camada de brita 0
  • A mistura de plantio fibrosa: uma parte de composto orgânico fibroso, palha de arroz carbonizada e pó de fibra de coco
  • Plantio da muda desfazendo um pouco o torrão
  • Para acabamento uso de pedriscos
  • Poda de alguns ramos que achar desnecessário

COMO FAZER MUDAS A PARTIR DE ESTAQUIAS:

  • Para reprodução por estacas deixar por mais de 24hs o caule descansando sem plantar.
  • Retirar a ponta e as folhas para fazer o plantio.
  • Colocar as estacas em mistura porosa ou fibrosa
  • Regar moderadamente
  • Deixar em ambiente a meia sombra.
  • O enraizamento acontece até 60 dias

COMO FAZER MUDAS A PARTIR DE SEMENTES:

  •  Uso de semente maduras e de boa procedencia
  •  Colocar para germinar em mistura mais porosa ou fibrosa
  •  Ou colocar para germinar em papel toalha umedecido e assim que começar a germinar transferir para a mistura de plantio.
  • A rega deve ser moderada

CONCLUSÃO: Para quem quiser ver o outro vídeo vou deixar aqui (card) como também na descrição. Como também o link do canal da Apolonia e o da Fran. Inclusive a loja da Fran que vende sementes de adenium como também diversas outras suculentas.

As suculentas podem ser reproduzidas por diversas maneiras porém as mais fáceis são por estacas de folhas, caules e ou divisão de mudas.

Para estacas de folhas basta destacar folhas da planta e colocar sobre areia ou terra sem cobrir. O mesmo procedimento é feito para estacas de caules.

Para dividir uma touceira é interessante tirar a planta da terra e separar as mudas.

Uma mistura boa para incentivar o enraizamento é a base de areia, que pode ser pura ou enriquecida com substratos de plantio ou terra vegetal.

Deve deixar as estacas e novas mudas em local arejado e na meia sombra.

Uma planta tem mais ou menos as mesmas necessidades que nós: luz, água, ar, nutrição e calor. A importância relativa de cada um desses fatores varia consideravelmente conforme as plantas, mas dentro de uma mesma espécie as exigências permanecem as mesmas, quer a planta cresça em sua floresta natal, quer esteja cativa num apartamento.

As necessidades das plantas permanecem constantes mesmo quando seu ambiente muda radicalmente. Uma planta num vaso, cultivada em apartamento, encontra-se em condições absolutamente artificiais, e, por maiores que sejam suas qualidades de adaptação, elas têm limites. Dentro desses limites, o papel de quem as cultiva é substituir a natureza na satisfação de suas necessidades.

LUZ: A luz é essencial à conversão dessas matérias-primas em nutrientes. Durante o dia, a planta absorve a energia da luz solar graças à clorofila – pigmento verde das células vegetais. Essa energia permite-lhe dissociar a água em moléculas de oxigênio e de hidrogênio, que se combina com o gás carbônico da atmosfera para formar um composto glicosado. Esse processo constitui a fotossíntese. Luz “adequada” significa, grosso modo, o nível de luz que uma determinada planta encontra em seu ambiente natural – sombra densa na floresta ou sol intenso no deserto. Uma planta tolera intensidades luminosas diferentes, mas apenas até certo ponto. Com efeito, se um planta privada de sua indispensável ração de luz pode sobreviver, com certeza não conseguirá prosperar.

TEMPERATURA: Uma planta exige também uma certa quantidade de calor. Algumas sobreviverão a uma leve geada, enquanto outras se ressentirão se a temperatura estiver abaixo de 21º. A cada espécie convém um grau de calor ideal para seu desenvolvimento – abaixo do qual ela simplesmente vegetará e não prosperará. Essa temperatura será diferente de acordo com o período de repouso ou crescimento.

Nos meses mais quentes o desenvolvimento vegetal é maior pois tanto a luz quanto a temperatura são maiores. Nas estações frias, com a diminuição da luz e temperatura as plantas entram em dormência e diminuem todo o desenvolvimento vegetal.

ÁGUA E UMIDADE: Água é vida, traduz vida, gera vida. Qualquer ser vivo necessita de água para sobreviver, desenvolver e reproduzir. Os vegetais são seres que possuem cerca de 80% do seu peso de água. Ela é parte integrante das células e entra em todos os processos do metabolismo animal e vegetal. O excesso de água leva a podridão e a falta o ressecamento de todo vegetal.

A quantidade necessária de água depende:

  •                Procedência da planta ( cultivo e origem)
  •                Onde ela se encontra
  •                Temperatura ambiente
  •                Estação do ano, desenvolvimento da planta.

Regas freqüentes: Plantas em recipientes de cerâmica ou barro; Planta grande em vaso pequeno; Plantas em período de crescimento (primavera/verão); Plantas de folhas grandes e/ou de folhas finas e delicadas; oriundas de florestas tropicais; plantas em ambientes secos e quentes; plantas com flores; etc.

SOLO: O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas, e do subsequente estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais, liberando os nutrientes que necessitam para crescer e possibilitando o crescimento também de pequenos vegetais.

Dependendo da composição do material da rocha de origem e da ação exercida pelo clima e pelos organismos sobre este material formam-se solos com características diferentes: uns mais férteis (mais ricos em nutrientes) outros mais pobres em nutrientes.

O tamanho e a natureza dos minerais que compõem o solo determinam características importantes.

Solo arenoso: Um solo muito rico em areia que se apresenta na forma de grãos relativamente grandes, não consegue reter a água por muito tempo. A água se infiltra rapidamente pelos espaços existentes entre os grãos de areia, indo se acumular nas camadas mais profundas. Como retém pouca água e secam com muita facilidade, dificultam o crescimento de plantas.

Solo argiloso: contém muita argila que são minerais de tamanho muito pequeno. A água é retida por muito tempo nos pequenos espaços entre os grãos de argila, originando o barro. Este tipo de solo, encharca com facilidade e por isso também dificulta o crescimento das plantas.

Solo Orgânico ou Humoso: Os solos escuros, ricos em matéria orgânica (também chamada de húmus) são ricos em nutrientes, principalmente o nitrogênio. O húmus age ligando os minerais do solo como um cimento, modificando a porosidade e, portanto, aumentando a capacidade de retenção de água. Os solos orgânicos apresentam alta fertilidade, e normalmente proporcionam excelentes condições para o crescimento das plantas.

Mistura de solo:

Em geral, as espécies cultivadas em recipientes nos ambientes internos  necessitam de solo fofo, poroso e rico em matéria orgânica. Sendo necessário duas partes de terra vegetal peneirada e uma parte de composto orgânico (ou esterco bem curtido). Se a terra estiver muito argilosa acrescenta uma parte de areia grossa lavada.

 

É possível cultivar plantas mesmo quando não se tem muito espaço. Pequenos vasos com plantas dão charme em ambientes. Seja em estantes, mesas, aparadores ou mesmo em paredes as pequenas plantas formam arranjos muito charmosos. Para isso é necessário que o local tenha boa claridade e ventilação. Os recipientes depende das plantas a serem usadas, mas podem ser por exemplo de cerâmica vitrificada, cachepots de vidro, cachepots de metal ou madeira.

Além das espécies apresentadas muitas outras podem compor pequenos espaços.

As Fuchsias conhecidas popularmente como brincos de princesa são lianas nativas da América do Sul, inclusive do Rio grande do Sul. Possuem caules frágeis que devem ser guiados e tutorados em estacas ou treliças. Durante a primavera e verão surgem lindas, delicadas e várias flores pendentes. São várias cores, partindo dos tons de rosa. Existem também variedades pendentes ideais para vasos pendentes e jardineiras suspensas. Apreciam meia sombra ou sol pleno uma parte do dia. Regas frequentes sem solo encharcado. Se reproduzem por estacas.

As bromélias pertencem à uma família botânica com mais de três mil espécies de plantas. O Brasil possui grande quantidade de bromélias nativas.

Elas quase sempre crescem em forma de rosetas e acumulam água no “copo” central. Possuem tamanhos, cores e texturas variadas. Podem ser epífitas (que vivem nas copas das árvores), rupícolas (que vivem nas rochas) ou terrestres. Algumas são de meia sombra e outras são de sol pleno.

São cultivadas pela beleza de suas formas, folhas ou flores. Após a floração e frutificação elas morrem, porém, normalmente, brotam novas na base da planta mãe.

São muito exploradas para compor o paisagismo tropical.

Ao contrário do que se pensa os “copos” das bromélias não são locais que atraem o mosquito da dengue. Pode até ter outras larvas de insetos. É por lá que essas plantas se alimentam. A borra de café ajuda a controlar a quantidade de larvas e não prejudica o desenvolvimento das bromélias.

 

Adubos:

Substâncias, de origem natural ou produzida quimicamente, que oferecem as plantas os elementos nutritivos indispensáveis. Estes elementos são classificados como macro-nutrientes, aqueles que são mais exigidos pelas plantas, e por micro-nutrientes, os elementos que são menos exigidos pelos vegetais. Dentre os macro-nutrientes três se destacam mais: o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K). Abaixo estão relacionadas tabelas com os teores aproximados destes elementos, vistos nos adubos orgânicos e naqueles chamados de inorgânicos.

Adubos orgânicos: provenientes de matéria de origem animal ou vegetal, quase sempre decomposta ou em estado de decomposição.  Embora ofereçam maior teor em um determinado elemento, possuem uma composição química equilibrada e incorporam, em pequenas doses, os micro-nutrientes. Melhoram a textura do solo. Tendem a aumentar a flora bacteriana e micro-fauna que dão vida a terra. São absorvidos pelas plantas mais lentamente por demandar mais tempo para degradar.

Tabela Adubo Orgânico:

Tabela Adubo Orgânico

Adubos inorgânicos: obtidos a partir da extração mineral ou do refino de petróleo. Produzem efeito rápido para as plantas, por colocarem à disposição os elementos químicos praticamente em condições de serem absorvidos. Possuem concentrações elevadas e precisas. Além dos adubos citados a seguir, existem fórmulas equilibradas e de fácill aplicação como: NPK 10-10-10 (manutenção geral) e NPK 04-14-08 (plantio e floração).

Tabela Adubo Inorgânico

Tabel Adubo Inorgânico