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Lucia Borges

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As suculentas podem ser reproduzidas por diversas maneiras porém as mais fáceis são por estacas de folhas, caules e ou divisão de mudas.

Para estacas de folhas basta destacar folhas da planta e colocar sobre areia ou terra sem cobrir. O mesmo procedimento é feito para estacas de caules.

Para dividir uma touceira é interessante tirar a planta da terra e separar as mudas.

Uma mistura boa para incentivar o enraizamento é a base de areia, que pode ser pura ou enriquecida com substratos de plantio ou terra vegetal.

Deve deixar as estacas e novas mudas em local arejado e na meia sombra.

Uma planta tem mais ou menos as mesmas necessidades que nós: luz, água, ar, nutrição e calor. A importância relativa de cada um desses fatores varia consideravelmente conforme as plantas, mas dentro de uma mesma espécie as exigências permanecem as mesmas, quer a planta cresça em sua floresta natal, quer esteja cativa num apartamento.

As necessidades das plantas permanecem constantes mesmo quando seu ambiente muda radicalmente. Uma planta num vaso, cultivada em apartamento, encontra-se em condições absolutamente artificiais, e, por maiores que sejam suas qualidades de adaptação, elas têm limites. Dentro desses limites, o papel de quem as cultiva é substituir a natureza na satisfação de suas necessidades.

LUZ: A luz é essencial à conversão dessas matérias-primas em nutrientes. Durante o dia, a planta absorve a energia da luz solar graças à clorofila – pigmento verde das células vegetais. Essa energia permite-lhe dissociar a água em moléculas de oxigênio e de hidrogênio, que se combina com o gás carbônico da atmosfera para formar um composto glicosado. Esse processo constitui a fotossíntese. Luz “adequada” significa, grosso modo, o nível de luz que uma determinada planta encontra em seu ambiente natural – sombra densa na floresta ou sol intenso no deserto. Uma planta tolera intensidades luminosas diferentes, mas apenas até certo ponto. Com efeito, se um planta privada de sua indispensável ração de luz pode sobreviver, com certeza não conseguirá prosperar.

TEMPERATURA: Uma planta exige também uma certa quantidade de calor. Algumas sobreviverão a uma leve geada, enquanto outras se ressentirão se a temperatura estiver abaixo de 21º. A cada espécie convém um grau de calor ideal para seu desenvolvimento – abaixo do qual ela simplesmente vegetará e não prosperará. Essa temperatura será diferente de acordo com o período de repouso ou crescimento.

Nos meses mais quentes o desenvolvimento vegetal é maior pois tanto a luz quanto a temperatura são maiores. Nas estações frias, com a diminuição da luz e temperatura as plantas entram em dormência e diminuem todo o desenvolvimento vegetal.

ÁGUA E UMIDADE: Água é vida, traduz vida, gera vida. Qualquer ser vivo necessita de água para sobreviver, desenvolver e reproduzir. Os vegetais são seres que possuem cerca de 80% do seu peso de água. Ela é parte integrante das células e entra em todos os processos do metabolismo animal e vegetal. O excesso de água leva a podridão e a falta o ressecamento de todo vegetal.

A quantidade necessária de água depende:

  •                Procedência da planta ( cultivo e origem)
  •                Onde ela se encontra
  •                Temperatura ambiente
  •                Estação do ano, desenvolvimento da planta.

Regas freqüentes: Plantas em recipientes de cerâmica ou barro; Planta grande em vaso pequeno; Plantas em período de crescimento (primavera/verão); Plantas de folhas grandes e/ou de folhas finas e delicadas; oriundas de florestas tropicais; plantas em ambientes secos e quentes; plantas com flores; etc.

SOLO: O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas, e do subsequente estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais, liberando os nutrientes que necessitam para crescer e possibilitando o crescimento também de pequenos vegetais.

Dependendo da composição do material da rocha de origem e da ação exercida pelo clima e pelos organismos sobre este material formam-se solos com características diferentes: uns mais férteis (mais ricos em nutrientes) outros mais pobres em nutrientes.

O tamanho e a natureza dos minerais que compõem o solo determinam características importantes.

Solo arenoso: Um solo muito rico em areia que se apresenta na forma de grãos relativamente grandes, não consegue reter a água por muito tempo. A água se infiltra rapidamente pelos espaços existentes entre os grãos de areia, indo se acumular nas camadas mais profundas. Como retém pouca água e secam com muita facilidade, dificultam o crescimento de plantas.

Solo argiloso: contém muita argila que são minerais de tamanho muito pequeno. A água é retida por muito tempo nos pequenos espaços entre os grãos de argila, originando o barro. Este tipo de solo, encharca com facilidade e por isso também dificulta o crescimento das plantas.

Solo Orgânico ou Humoso: Os solos escuros, ricos em matéria orgânica (também chamada de húmus) são ricos em nutrientes, principalmente o nitrogênio. O húmus age ligando os minerais do solo como um cimento, modificando a porosidade e, portanto, aumentando a capacidade de retenção de água. Os solos orgânicos apresentam alta fertilidade, e normalmente proporcionam excelentes condições para o crescimento das plantas.

Mistura de solo:

Em geral, as espécies cultivadas em recipientes nos ambientes internos  necessitam de solo fofo, poroso e rico em matéria orgânica. Sendo necessário duas partes de terra vegetal peneirada e uma parte de composto orgânico (ou esterco bem curtido). Se a terra estiver muito argilosa acrescenta uma parte de areia grossa lavada.

 

É possível cultivar plantas mesmo quando não se tem muito espaço. Pequenos vasos com plantas dão charme em ambientes. Seja em estantes, mesas, aparadores ou mesmo em paredes as pequenas plantas formam arranjos muito charmosos. Para isso é necessário que o local tenha boa claridade e ventilação. Os recipientes depende das plantas a serem usadas, mas podem ser por exemplo de cerâmica vitrificada, cachepots de vidro, cachepots de metal ou madeira.

Além das espécies apresentadas muitas outras podem compor pequenos espaços.

As Fuchsias conhecidas popularmente como brincos de princesa são lianas nativas da América do Sul, inclusive do Rio grande do Sul. Possuem caules frágeis que devem ser guiados e tutorados em estacas ou treliças. Durante a primavera e verão surgem lindas, delicadas e várias flores pendentes. São várias cores, partindo dos tons de rosa. Existem também variedades pendentes ideais para vasos pendentes e jardineiras suspensas. Apreciam meia sombra ou sol pleno uma parte do dia. Regas frequentes sem solo encharcado. Se reproduzem por estacas.

As bromélias pertencem à uma família botânica com mais de três mil espécies de plantas. O Brasil possui grande quantidade de bromélias nativas.

Elas quase sempre crescem em forma de rosetas e acumulam água no “copo” central. Possuem tamanhos, cores e texturas variadas. Podem ser epífitas (que vivem nas copas das árvores), rupícolas (que vivem nas rochas) ou terrestres. Algumas são de meia sombra e outras são de sol pleno.

São cultivadas pela beleza de suas formas, folhas ou flores. Após a floração e frutificação elas morrem, porém, normalmente, brotam novas na base da planta mãe.

São muito exploradas para compor o paisagismo tropical.

Ao contrário do que se pensa os “copos” das bromélias não são locais que atraem o mosquito da dengue. Pode até ter outras larvas de insetos. É por lá que essas plantas se alimentam. A borra de café ajuda a controlar a quantidade de larvas e não prejudica o desenvolvimento das bromélias.

 

Adubos:

Substâncias, de origem natural ou produzida quimicamente, que oferecem as plantas os elementos nutritivos indispensáveis. Estes elementos são classificados como macro-nutrientes, aqueles que são mais exigidos pelas plantas, e por micro-nutrientes, os elementos que são menos exigidos pelos vegetais. Dentre os macro-nutrientes três se destacam mais: o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K). Abaixo estão relacionadas tabelas com os teores aproximados destes elementos, vistos nos adubos orgânicos e naqueles chamados de inorgânicos.

Adubos orgânicos: provenientes de matéria de origem animal ou vegetal, quase sempre decomposta ou em estado de decomposição.  Embora ofereçam maior teor em um determinado elemento, possuem uma composição química equilibrada e incorporam, em pequenas doses, os micro-nutrientes. Melhoram a textura do solo. Tendem a aumentar a flora bacteriana e micro-fauna que dão vida a terra. São absorvidos pelas plantas mais lentamente por demandar mais tempo para degradar.

Tabela Adubo Orgânico:

Tabela Adubo Orgânico

Adubos inorgânicos: obtidos a partir da extração mineral ou do refino de petróleo. Produzem efeito rápido para as plantas, por colocarem à disposição os elementos químicos praticamente em condições de serem absorvidos. Possuem concentrações elevadas e precisas. Além dos adubos citados a seguir, existem fórmulas equilibradas e de fácill aplicação como: NPK 10-10-10 (manutenção geral) e NPK 04-14-08 (plantio e floração).

Tabela Adubo Inorgânico

Tabel Adubo Inorgânico

Ter frutíferas bem integradas ao jardim é garantia de pássaros, boa sombra e da delícia dos frutos. Você pode cultivar frutíferas até em vasos se o espaço não permite um pomar maior.

Implantação do Pomar

  •  O pomar deve, estar localizado próximo à residência, de modo a permitir frequentes visitas, propiciando, inclusive, condições para o consumo de boa parte da produção diretamente da planta.
  •  Decida as espécies, quantidades e variedades a serem plantadas. O pomar doméstico pode ser misto ou de uma só espécie.
  •  Distribuia as espécies escolhidas, procurando agrupar espécies com exigências semelhantes. Espécies maiores devem ficar “atrás” das menores em relação ao sol. Em terrenos em declives as plantas menores devem ficar na parte mais alta do terreno.
  •  Sempre que possível o terreno deve se voltar par ao Norte e ser protegido do vento Sul.
  •  As covas para plantio devem ser de no mínimo 60×60 cm.

Classificação das Frutíferas:

Frutas Tropicais São as mais sensíveis ao frio. Permanecem constantemente enfolhadas dando mais de uma safra por ano. São as mais resistentes, menos exigentes em tratos, possuem menos inimigos e não exigem poda. Ex.: maracujá, mamão, abacaxi, jabuticaba, etc;.

Frutas De Clima Temperado – Originárias das regiões mais frias do globo, perdem suas folhas durante os meses de inverno. As frutíferas de clima temperado, por sua imperfeita adaptação ao nosso clima, são bem mais perseguidas por pragas e moléstias. Quase todas exigem poda de formação e, quando em produção, uma poda anual de frutificação. São exigentes em frio e, não se dando bem em regiões mais quentes. Ex.: maçã, ameixa, pêssego, nectarina, etc.

Frutas Subtropicais – Possuem exigências climáticas intermediárias entre as frutas tropicais e as de clima temperado. Alguma dentre suas espécies, como por exemplo do figo, perdem suas folhas no inverno, enquanto outras espécies permanecem sempre verdes (citricas). Toleram bem geadas leves.

Plantas complementam bem qualquer ambiente e ainda proporcionam um ar agradável e envolvente. Para mantê-las sempre viçosas vocês não precisam dispor de muito tempo. É só organizar os cuidados básicos em tarefas diárias, semanais, mensais e anuais. Assim, o trabalho fica bem dividido, vocês não vão se sobrecarregar e suas plantas retribuem seu carinho, crescendo bonitas e saudáveis.

A primeira coisa a fazer é escolher espécies que cresçam bem dentro de casa e saber as necessidades de regas e adubações de cada uma. Para isso, vocês podem contar com a ajuda de floricultores em casas especializadas: algumas plantas precisam de adubações mensais, outras a cada dois meses e certas espécies dispensam adubação durante todo o inverno.

Além das adubações, vejam como proceder em cada período:

Diariamente

  • Reguem as plantas que estão com o solo ressecado.
  • Retire flores e folhas murchas ou manchadas.

Semanalmente

  • Virem os vasos para as plantas receberem sol de todos os lados e não crescerem tortas.
  • Examinem as plantas para ver se não estão com pragas ou doenças. Se notarem alguma coisa, isolem o vaso, removam as folhas mais atacadas ou limpem com uma esponja embebida em água e sabão neutro. Depois, lavem bem.
  • Vejam se as plantas estão em lugar bem ventilado e iluminado. Se faltar luz, uma solução é usar uma lâmpada apropriada à venda nas lojas especializadas em jardinagem.

Mensalmente

  • Retire os vasos pendentes mergulhando-os em um balde com água para encharcar bem o solo.
  • Limpe as folhas com um pano limpo e seco.
  • Pulverize água nas folhagens.

Anualmente

  • Reenvase as plantas que estão com as raízes saindo pelo furo de drenagem do vaso.
  • Façam as podas anuais.
  • Tire novas mudas que cresceram muito, tomando conta do vaso.

Conceituação:

Paisagismo: é a técnica artística para criar o jardim com beleza e harmonia, sendo as plantas ornamentais os elementos vivos que concretizam tal criação. É uma arte viva, arte que tem vida: é uma pintura, uma escultura que cresce, desenvolve, respira, floresce, dá frutos e morre. É ciência e arte.

O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano.
Benedito Abbud

Enfoque Histórico

A história dos jardins é tão antiga quanto à do homem e até mesmo em relatos bíblicos temos o jardim como o começo de tudo, como simbologia de harmonia e perfeição.

O termo jardim, quando criado, indicava um pedaço de terra protegido dos animais domésticos e silvestres por cercas, que guardava os vegetais nele plantados e cultivados.

Hoje esse termo se amplia, representa o equilíbrio do homem com a natureza.

Alguns jardins que se destacaram:

  • Jardins Suspensos da Babilônia
  • Jardins Palácio de Versailles
  • Jardim de Monet
  • Praça da Liberdade
  • Jardins de Burle Marx

Paisagismo Indoor

É aplicação do paisagismo em ambientes internos. Para isso é necessário ter conhecimento gerais nas áreas de paisagismo e do design de interiores, sobre o emprego correto das plantas e flores nos ambientes internos, residências, comércios e eventos. A correta utilização das plantas ornamentais utilizadas em vasos, jardineiras e pequenos jardins, bem como auxiliar na escolha das melhores espécies para o uso indoor, considerando o local a ser decorado de acordo com suas qualificações ambientais: luz, temperatura, umidade, etc. Apresenta soluções para ambientes variados, de acordo com sua constituição estética: clássicas, modernas, orientais, contemporâneos, de acordo também, com a disposição dos elementos decorativos existentes no local 

Todo jardim começa com um sonho de amor.  

Antes que qualquer árvore seja plantada, ou qualquer lago seja construído, é preciso que as árvores e os lagos tenham nascidos dentro da alma.    Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.” Rubem Alves.