Author

Lucia Borges

Browsing

O que são PANC?

Acrônimo com sonoridade engraçada, que às vezes remete ao punk (do movimento de rock que nasceu nos anos 70), foi criado recentemente pelo botânico e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Valdely Kinupp para caracterizar aquelas plantas que tem uso comestível/culinário mas que, por uma série de fatores, não são tão comuns no dia a dia das pessoas e nem tem visibilidade econômica…ainda!

Conceito

Plantas alimentícias não convencionais, muitas vezes velhas conhecidas de nossos avós e parentes do interior, algumas delas simplesmente caíram no ostracismo com o crescimento das cidades, sendo relegadas a segundo plano, consideradas como “comida de boi”, “mato”, “comida de pobre”, “famine food”, dentre outras denominações pejorativas. Geralmente são espontâneas, não cultivadas e mais resistentes a pragas, doenças e condições climáticas adversas que a maioria dos legumes, frutas e hortaliças que vemos nos sacolões. Também entram nessa categoria as partes não convencionais de plantas “normais”, tais como: umbigo de banana, medula do mamoeiro, raiz do chuchu, folha de beterraba, dentre outros.

No entanto essa situação vem mudando dia após dia, principalmente depois que alguns chefs e apresentadores de TV começaram a utilizar de algumas dessas plantas em sua cozinha.

Essas plantas geralmente são mais nutritivas do que as que compramos nos mercados e estão menos sujeitas à contaminação por agrotóxicos e agroquímicos, por não serem cultivadas geralmente. Representam muito os conceitos de soberania e segurança alimentar, que tanto estão em voga no discurso ecológico e ambiental contemporâneo.

Na cidade, mesmo com o aparente “sufoco” de prédios e concreto, é possível encontrar inúmeras espécies de plantas comestíveis não convencionais que tem uso na tradição de algumas culturas (não só a nossa). Também é possível visualizar muitas plantas que seu principal uso é ornamental porém possuem uso comestível desconhecido por grande parte das pessoas.

O que é necessário para uma planta ser PANC?

Basta que ela não tenha uso corrente pelas pessoas, não seja facilmente encontrada em supermercados e sacolões, não seja reconhecida facilmente pelas pessoas, não tenha uso comercial em escala, seja de uso tradicional em algumas regiões (algumas vezes o que é PANC para alguém em Minas Gerais não o é para alguém no Pará!).

Ex: Ora pro nobis (Pereskia aculeata) e taioba (Xanthosoma taioba) são bem conhecidas pelos mineiros porém no resto do Brasil praticamente desconhecidas, apesar de serem bem comuns.

Como saber se alguma planta é PANC?

Essa pergunta é quase impossível de ser respondida, pois grande parte do conhecimento relativo às PANC vem de estudos etnobotânicos que remontam as tradições e usos das plantas nas diversas regiões do mundo. Porém, com alguma observação mais atenta e ajuda de amigos botânicos (ou do livro do Kinupp), é fácil reconhecer algumas PANC comuns em ambientes antropizados (modificados pelo homem), tais como: beldroega, caruru, melão de são caetano, picão, etc. Há também grupos no Facebook com discussões interessantes, tais como “PANC” e “Identificação botânica”, e blogs fantásticos sobre o tema: “Matos de comer”, do educador ambiental Guilherme Ranieri, “Come-se”, da nutricionista Neide Rigo, e “Jaca Verde Panc”, de minha autoria. De qualquer forma, se não souber ou não tiver certeza que o vegetal é comestível, não coma!!!

É possível colher algumas PANC na cidade?

Sim, desde que o consumo delas seja ocasional, ou que elas sejam coletadas em lugares onde não há trânsito intenso, nem lixo ou áreas de descarte de objetos próximas ao vegetal. Árvores altas e frutíferas são menos suscetíveis a contaminações do que espécies herbáceas e arbustivas. Todo cuidado é pouco! Plantas em lugares com muito tráfego tendem a acumular metais tóxicos em seus tecidos, sendo o uso de suas partes não recomendável ao longo prazo.

Comendo o seu jardim

É possível fazer um jardim comestível? Claro, basta encontrar espécies que dialoguem seu uso comestível com o uso ornamental que logo se tornam ótimas opções para jardins, internos, externos e verticais!

Está curioso para saber algumas PANC comuns em jardins? Separei aqui algumas bem interessantes e muito usadas no paisagismo!

Beijinho (Impatiens walleriana)
Beijinho (Impatiens walleriana)

1 – Beijinho (Impatiens walleriana) – Além de ser muito usada no paisagismo para dar cor aos jardins, principalmente na sombra, o beijinho é tão espontâneo que nasce aonde bem entender. Dele utilizamos as flores, que podem virar geleia, salada e mousse!

 

 

 

 

2 – Celósia, espinafre africano (Celosia argentea) – Espécie herbácea anual, usada no paisagismo como forração e bordadura de canteiros, a celósia além de ser incrível pela beleza de suas inflorescências, também pode ter suas sementes e folhas utilizadas na culinária, a exemplo de antigas tradições na África, principalmente na Nigéria. Seu sabor se assemelha ao espinafre, que é seu parente próximo (também uma Amaranthaceae!).

À esquerda, Celosia argentea, à direita, Celosia cristata: ambas com mesmo uso na cozinha.

3 – Jasmim manga (Plumeria rubra) – Lindo arbusto muito usado no paisagismo, quem diria, também possui uso na cozinha! Eventualmente podemos cozinhar com suas flores aromáticas, tomando todo o cuidado com seu látex (leite que sai da planta ao ser cortada) que é tóxico! Já fiz geleia e refogado com suas flores, dão um sabor perfumado e muito agradável aos pratos!

Geleia de jasmim manga feita pela Jaca Verde Panc

4 – Costela de adão (Monstera deliciosa) – Essa planta além de ser linda na composição de jardins de sombra, e para contrastar com troncos de árvores, também possui potencial culinário, através de seu fruto, que é uma espiga de cerca de 40 cm formada por pequenos hexágonos que, quando maduros, começam a se soltar. É nessa hora que o fruto está bom para consumo, pois quando verde contém oxalato de cálcio, substância tóxica que irrita a garganta.

Inflorescência da Monstera e fruto imaturo, ao fundo
Fruto maduro

5 – Pata de elefante (Yucca guatemalensis) – A famosa pata de elefante, planta de garbo e elegância em jardins contemporâneos, tem flores e “palmitos” (brotos terminais) comestíveis, com base na tradição de sua região de origem, a América Central. Pessoalmente já comi e achei muito saboroso, tanto suas flores quanto seu palmito!

“Palmito” dos brotos terminais de Yucca sp

6 – Hibisco da china, papoula (Hibiscus rosa sinensis) – Arbusto muito comum nas cidades, o hibisco (que não é o do chá vendido nos mercados!), a exemplo de seus irmãos, H. acetosella e H. sabdariffa (os hibiscos do chá mais comum!), tem flores de variadas cores e folhas jovens comestíveis. Suas folhas soltam uma mucilagem parecida com a da ora pro nobis, muito boa para engrossar caldos! Além disso suas flores são um belo corante.

Hibisco da china, papoula

7 – Paineira (Chorisia speciosa) – Árvore muito usada na arborização urbana de cidades do Sudeste, a paineira sempre nos brinda a cada ano que passa com suas lindas flores rosas, e em épocas de calor, com sua sombra. As suas flores tem delicioso sabor, podendo ser usadas em saladas ou em outras preparações. Há registros também do uso de folhas bem jovens de paineira como hortaliça, no interior de MG.

Murta (Murraya paniculata

8 – Murta (Murraya paniculata) – Super comum nas ruas de Belo Horizonte (e de outras cidades brasileiras), esse arbusto, que é da mesma família do limão (Rutaceae), possui suas flores brancas e frutos vermelhos comestíveis. Segundo Kinupp, eventualmente suas folhas secas podem ser usadas como condimento, pois é “irmã” da árvore do curry (Murraya koenigii).

 

 

Como reproduzir as PANC?

Depende muito da família botânica a que o vegetal pertence. Alguns são difíceis de reproduzir pois são bem espontâneos, “escolhem” onde vão nascer, muitas vezes em locais inusitados: beira de esgoto, frestas de edifícios e calçadas, etc. Se ver alguma PANC pela rua dando frutos e sementes, vale a pena guarda-las para testar sua germinação, muitas vezes são vegetais valiosos que encontramos pelas ruas da cidade! Se não estiverem dando frutos, talvez seja o caso de retirar estacas entre 15 a 20 cm, com um podão limpo, e coloca-las para enraizar em substrato ou areia lavada (mantendo sempre úmido).

Por: Lucas Mourão – Jaca Verde Panc

Para saber mais sobre PANC, confira a Jaca Verde Panc nas redes sociais:
Facebook: www.facebook.com/jacaverdepanc
Instagram: @jacaverdepanc

Todas as fotos são de autoria de Lucas Mourão (Jaca Verde Panc) e todas as PANC fotografadas foram encontradas no ambiente urbano de Belo Horizonte!

Ahhh as suculentas, impossível não se apaixonar por elas!!

Fofinhas e coloridas, atualmente elas são as queridinhas do mundo das plantas.

São típicas de regiões desérticas (principalmente da África, A.Norte e Central), resistem a grandes variações de temperatura e solos rochosos e pobre em nutrientes.

Existem milhares de espécies de plantas suculentas, classificadas em várias famílias. A maioria pertence as aizoáceas, as cactáceas e as crassuláceas, com mais de mil espécies cada uma.

No Brasil, temos mais de 100 espécies nativas e outas 22.000 espécies espalhadas pelo mundo

A caracteristica principal dessas plantas é a capacidade de acumular água .

Algumas espécies apresentam pêlos, outras uma camada de cera que previnem contra a perda da agua armazenada principalmente nas folhas e caules, ou ainda no tronco ou raizes.

Os cactos, as rosas do deserto (Adenium), os agaves e a espada de São Jorge (Tradescantia), são as suculentas mais conhecidas.

Apresentam formas geométricas, lapidadas, muitas espécies cristatas e variegatas, cores únicas e flores e inflorescências belíssimas. Se tornaram muito desejadas, já que são consideradas plantas de fácil cultivo mas na verdade elas necessitam de todos os cuidados que qualquer outra planta, com exceção da rega.

Cuidados

Luminosidade:

A grande maioria tolera boas horas de sol ao dia, (3 horas no mínimo) desde que sejam acostumadas aos poucos ,e de preferência, ao sol da manhã e do fim da tarde.

Uma boa luminosidade evita o estiolamento: aparência descaracterizada da planta, a cor pálida e o apodrecimento na base.
Há algumas espécies que resistem a locais com boa luminosidade, sem sol direto.

Regas e escolha do vaso ideal :

A rega talvez seja um dos principais cuidados e depende muito do vaso usado,da drenagem do substrato e do clima.

Logo nao ha regras bem definidas ,a nao ser “conhecer ” a planta e oferecer a ela boas condiçoes:local ventilado,baixa umidade e boa luminosidade.

No verão ,com sol a pino, o ideal é a rega matinal, e quando plantadas no substrato ideal toleram dias de chuva, com exceção de algumas espécies raras.

Muitos colecionadores recomendam regar 2x por semana no verão e quinzenalmente no inverno. Essa regra é polemica ,e o que observo no trato diário com elas, isso se aplica mais aos cactos.

No dilema rega/regra,molhe quando sentir o substrato seco. É bem mais fácil perder uma suculenta por excesso de água que por falta.

Evite os pulverizadores,isso aumenta a umidade em torno da planta.

O vaso de cerâmica requer regas mais frequentes, mesmo que impermeabilizados.São os ideiais para os cactos. Os vasos ,pendurados á altura(pendentes) também ressecam mais.

Os de plásticos são os mais comuns , acho ideal para suculentas .

Espécies como as Echeverias, os Kalanchoes e Sedums (principalmente os pendentes) apreciam vasos de boca larga e com profundidade maior.

Já as Hawortias, os Orostachys, Lithops, e várias espécies de cactos ja crescem bem “apertadinhos” em vasos estreitos.

Tenho suculentas plantadas em sapucaia, em tocos de madeira (cuidado com umidade nos períodos de chuva) e algumas plantadas diretamente no solo.

Vasos de cerâmicas quebrados, de diferentes tamanhos, sobrepostos. Formam cascatas maravilhosas. E grandes bacias de suculentas em jardins, dão um toque super charmoso.

Substrato ideal

Há várias receitas sobre o substrato ideal .

Eu uso para suculentas:

  • 2 partes de terra adubada,
  • 1 de areia grossa e 1/2 de húmus de minhoca
  • NPK 04.14.08 na proporção indicada na bula.

Carvão vegetal bem triturado é excelente pra ajudar na drenagem, além de ser antibacteriano, antifúngico. Podemos usar pedriscos e fibra de coco bem cortada e cacos de telha.

Os cactos apreciam solo de pH mais alto e substrato arenoso e pedregoso :

  • 1 parte de terra adubada
  • 1 de areia grossa e ½ de húmus de minhoca(aumenta o PH)

Há espécies de suculentas, que facilmente são confundidas com cactos( Euphorbias).
Uma dica para diferenciar, é a ausência de folhas e látex(seiva leitosa) nos cactos.

Todo cacto é suculenta mas nem toda suculenta é cacto.

O preparo do vaso :argila expandida ou brita no fundo do vaso furado, manta bidim, substrato, acabamentos com pedriscos ou seixo.

Antes de usar os pedriscos é bom lavar bem, escorrer e esperar secar.Uma camada fina sobre o substrato ajuda a controlar umidade além de proteger contra chuva.

Em lojas de Aquarismo há grande opção de pedras que fazem um acabamento lindo em vasos.

Vale o toque pessoal !

Quando as vemos delicadas em vasos ,nao imaginamos o tamanho que a maioria alcança se plantada em um jardim.

Desde que se se faça uma boa preparação na drenagem, é o ideal para quem tem espaço.

Adubação

Quanto a adubação, as suculentas não necessitam de muitos nutrientes.

  • Um adubo composto por N=Nitrogênio- age na parte “verde” da plantas, estimula a brotação.
  • P=Fósforo – estimula a frutificação e floração
  • K=Potássio – estimula o crescimento de raízes, caules e ramos

A vantagem do NPK, é a proporção correta dos macronutrientes em sua composição e por ser um adubo de liberação lenta.

Suculentas:

  • Uso trimestral de NPK 10-10-10.
  • Indicada também a aplicação de farinha de osso no inverno, 60 dias antes da primavera
  • Já os cactos a adubação deve ser feita com adubo granulado fórmula NPK 04.14.08, com pouco nitrogênio.

Reprodução

A reprodução talvez seja o grande trunfo das suculentas. A grande maioria se reproduz por folhas, algumas por estaquia e também por sementes.

E possível fazer mudas dos ramos florais se interromper a floração. Há casos em que voce pode decapitar a planta, quando acontece o estiolamento ou para fazer novas mudas. Basta cortar na altura desejada, passar canela em pó (cicatrizante) e replantar. Deixe a sombra e sem rega por 2 dias. A outra parte que ficou enraizada também solta novas mudas.

É interessante também ter um berçário, com substrato bem seco , acomodar as folhas que caeem e borrifar o substrato diariamente. Quando formar uma boa quantidade de raízes, podemos transferir pra um vasinho.

Ficam lindas em quadros verticais, mini jardins e terrários abertos. Formam lindas composições decorativas (temporárias) para ambientes internos, em xícaras, taças, bandejas e cachepots, imãs de geladeira ,e outras varias ideias criativas que surgem a cada dia.

No Feng Shui, os cactos são considerados guardiões, por serem purificadores de ambientes e, agem como uma barreira para os raios gama.

No Paisagismo ,as suculentas podem ser usadas como forração, isoladas ou em maciços arbustivos e ainda espécies arbéreas.
Composições com pedras, tocos de arvores envelhecidos, formam jardins floridos, originais e de baixa manutenção.

Pragas e doenças:

Ocorrem quando há algum desequilíbrio com a planta.
Pouca ventilação e alta umidade propiciam o aparecimento de pulgões e cochonilhas, que são os maiores vilões das suculentas.

Cochonilha: Tem aparência de um algodão, é fácil retirá-las.

Receitas caseiras como a calda de fumo:

  • Pique o fumo de rolo, deixe-o recoberto com água por 24 horas.
  • Retire o líquido e misture-o com 4 partes de água.
  • Pulverizar por 3 dias.

Dependendo da infestação é recomendável que se lave a planta, retire o máximo com um cotonete ou escovinha bem macia, aplique um inseticida. O Dimy funciona bem. Geralmente elas também atacam as raízes e se necessário, troque o vaso e substrato

A cochonilha de carapaça, que não se solta da folha com facilidade. Uso o Óleo de Neem. Importante lembrar que deve ser diluído, aplicado a sombra e no máximo 3 aplicações. Dê preferencia a dias nublados. O Oleo é fotossensível e o sol pode inibir alguns princípios ativos, além queimar a planta.

Pulgões: chamados também de piolho de planta, são verde-claro, amarronzados e pretos. Podem ser retirados com cotonetes embebidos em água ou álcool, quando descoberto no começo .Em grandes infestações o Dimy inseticida é eficaz.

Lesma e caracois:

Pode-se fazer iscas com potinhos de cerveja ou pedaços de chuchu e fazer a catação manual ou aplicar o Ferramol (não tóxico).

Lagartas:

Observar e localizar seus ninhos no verso das folhas ou em folhas enroladas. Para grandes infestações pulverizações com Dipel ou Agropel encontrados em lojas especializadas .É um inseticida natural contra as lagartas, a base de Bacilus thunrigiensis, que não elimina as joaninhas que auxiliam no combate a cochonilhas e pulgões

Fungos:

Surgem em locais com pouca ventilação quentes e úmidos.
Uso de Dithane ou Manzate BR.

Formigas cortadeiras:

Controle químico – BioStop.

Quando ao uso de inseticidas e herbicidas químicos, fique sempre atento as instruções da bula (diluição, aplicação, toxicidade) e aplica-los sempre com o substrato úmido e sem exposição ao sol.

Antes de usá-los, experimente receitas caseiras e produtos naturais.

Hoje, com mais de 200 espécies em um espaço limitado, tenho um grande fascínio pelo cultivo de suculentas e cactos.Confesso que já perdi muitas por excesso de zelo.

São plantas resistentes, desde que se ofereça um pouco das condições do seu habitat natural.

E no convívio com elas, chego a conclusão que talvez a melhor maneira de cuidar bem de sua suculenta, é seguir as regras básicas, mas saber quando quebra-las .

É o grande fascínio do cultivo.

Conhecer aos poucos a planta, e do que ela gosta e precisa para se desenvolver bem e saudável.

Eu sou Paulo Roberto Xavier,
estudante de Paisagismo e apaixonado por suculentas.

INTRODUÇÃO:

Todas as plantas necessitam de ar, luz, água, temperatura, mistura de plantio, nutrientes para se desenvolverem. Porem a quantidade de cada um destes elementos varia conforme o local de cultivo das plantas. No vídeo de hoje iremos mostrar o que significa cada dica dada nos vídeos de plantas daqui do canal.

DICAS DE CULTIVO:

LUZ:
toda planta precisa de luz para se desenvolver, a melhor luz é a do sol (mesmo que seja indireta).

  • sol pleno: é quando a planta necessita de luz solar direta (ideal que seja no mínimo 4hs)
  •  meia sombra: é a luz solar filtrada, ou ambiente que tenha intensa claridade podendo até receber um pouco de luz direta nas horas mais amenas do dia (início ou final do dia)
  • sombra: é o ambiente sem sol direto, porém uma boa claridade. Porém se for muito obscuro não favorece a planta.

REGA:

toda planta precisa de água para sobreviver. Ela é fundamental para as plantas e está presente em muitas etapas de desenvolvimento vegetal.

  • Rega frequente: é quando a planta necessita de estar com a terra sempre úmida. Normalmente são plantas oriundas de matas e florestas tropicais e ou que tem as folhas mais finas, como as avencas.
  •  Regas moderadas: é quando a planta necessita que a superfície da terra seque um pouco antes de regar novamente. Normalmente são plantas grandes e ou que tenham as folhas mais duras e ou coriáceas.
  • Regas escassas: é praticada em plantas que possuem folhas carnosas como cactos e suculentas. Elas necessitam de intervalos maiores entre uma rega e outra.

MISTURA DE PLANTIO:

É o meio para as plantas se fixarem e enraizarem. Normalmente é feito a base de terra, mas existem plantas, como orquídeas e bromélias, que utilizam outros ingredientes.

  • Mistura clássica de plantio: é quando usamos terra preparda ou substrato para plantio pronto. Pode ser feito também à base de 2 partes terra vegetal e 1 parte esterco, composto orgânico ou húmus de minhoca
  • Terra rica em matéria orgânica: é uma mistura de terra preparada com um pouco mais de composto orgânico ou esterco.
  • Terra arenosa ou porosa: substrato para plantio ou terra preparada acrescida de areia. Para cactos o ideal é mistura uma parte de terra preparada para uma de areia.
  • Terra fibrosa: é aquela que acrescentamos fibras naturais como fibra de coco, xaxim, esfagno, palhas ou cascas.

ADUBAÇÃO:

é a aplicação de produtos que favorece a nutrição das plantas. Os nutrientes são classificados de macro e micro nutrientes e o NPK são os mais necessários e usados pelas plantas.

  • Equilibrada: Possui uma composição mais equilibrada dos nutrientes (NPK 10-10-10)
  • Rica em nitrogênio: Possui um maior percentual de nitrogênio como NPK 20-10-10. ideal para as plantas de folhagens em geral.
  • Rica em fósforo: Possui maior percentual de fósforo como NPK 4-14-8 ou farinha de ossos, ideal para raízes, flores e frutos
  • Rica em Potássio: Possui maior percentual de potássio, como o caso das cinzas de madeira. Indicado para flores, frutos e aumentar a resistência contra a doenças.

PODA:

é a remoção de partes das plantas para proporcionar algum benefício a planta e ao cultivador. Importante o uso de ferramentas limpas e bem afiadas.

  •  Limpeza: poda que retira folhas e ramos secos, amarelados e doentes. É feita sempre que necessário.
  • Brotação: poda para estimular a brotação de ramos, folhas, flores e frutos. Deve ser praticada na época de dormência das plantas ou após a floração ou frutificação
  • Formação ou condução: é a poda para adequar a forma da planta ou conduzir um ramos mau formados. Deve ser praticada quando necessário.

REPRODUÇÃO:

  • sementes
  • divisão de touceiras
  •  estacas de caule
  •  estacas de ponta
  • estacas de folhas
  • fragmentação
  • mergulhia
  • alporquia

CONCLUSÃO: As plantas quando cultivadas adequadamente se desenvolvem melhor e se tornando mais bonitas, saudáveis e resistentes aos ataques de pragas e doenças. É importante respeitar essas necessidades e adequar as formas de cultivo para termos plantas. O ideal é cultivar plantas adaptadas ao seu clima e região. Fechamento tradicional e pergunta se gostou da forma de apresentação.

Conceito:

Grupo de plantas caracterizado por crescimento horizontal e porte baixo. Cobre a superfície do solo, formando verdadeiros tapetes vivos. As forrações agem como neutralizadoras dos agentes da erosão além de conferir ao jardim a necessária função estética de integração com os demais elementos verticais. Oferecem, ao paisagismo, inúmeras alternativas de cores, texturas e tamanhos.

Características:

As forrações, ao não ser as gramíneas, não toleram o pisoteio, sendo, portanto, impróprias para áreas de circulação. Podem ser permanentes ou anuais no que diz respeito a seus ciclos vitais. São cultivadas pela beleza de sua folhagem ou pela riqueza do colorido de suas flores. Existem espécies que se adaptam ao sol pleno ou à sombra. Possuem portes variados conforme a classificação a seguir:

 Plantas com até 20cm de altura: são aquelas mais rasteiras, que cobrem o solo. Agem como conservadoras de umidade, pois, promovem frescor às outras plantas. Exemplos: ajuga, gramados, vedelia, onze-horas, rosa-de-pedra, grama azul, grama preta, lizimáquia, poligonon.

 Plantas entre 20 e 40cm de altura: são aquelas que intermediam o espaço entre as primeiras e aquelas de porte mais elevado. São muito versáteis, pois, formam volumosos maciços em amplas composições e agem como pontos de interesse quando usadas em locais estratégicos: conjuntos de pedras, troncos, vasos, elementos que mereçam destaques. Exemplos: Impatiens, lírio amarelo, begônias, quaresminha, azulzinha, clorofitos, petúnia, piriquitinho.

 Plantas entre 40 e 70cm de altura: são as forrações altas, próprias para maciços em grandes áreas. Normalmente são plantas mais resistentes. Exemplo: afelandra, amaranto, zínia, camarão, hortênsia.

Utilização:

Conforme já citado as plantas de forração possuem inúmeras alternativas. São considerados “os toques finais” da composição. Realçam os arbustos e os centros de interesses. Fazem as bordaduras dos canteiros e caminhos. Protegem os solos da erosão e mantêm a umidade. Compõem vasos e jardineiras. Estão presentes em floreiras com plantas coloridas e pendentes.

São plantadas de forma que se entrelacem umas nas outras, formando maciços compactos quando crescerem. Devem ser mantidas conforme as necessidades de cada espécie.

INTRODUÇÃO:

A rosa do deserto é uma planta que tem sido muito procurada e requisitada. E até já fiz outro vídeo que plantei em uma bacia vitrificada. E atendendo a pedidos vou dar mais dicas de plantio, germinação e como fazer mudas desta linda planta. Inclusive aplicando dicas dadas aqui pelos seguidores como também de outros canais daqui do Youtube especializados neste assunto, como a Apolonia Grade e a Fran Natura.

3 DICAS BÁSICAS DE CULTIVO:

  •  Planta necessita de sol pleno
  • A mistura de plantio deve ser porosa ou fibrosa
  • A rega deve ser moderada

DICAS PARA PLANTIO:

  •  Uso de vaso cerâmico ou bacias
  • Drenagem: uma camada de brita 0
  • A mistura de plantio fibrosa: uma parte de composto orgânico fibroso, palha de arroz carbonizada e pó de fibra de coco
  • Plantio da muda desfazendo um pouco o torrão
  • Para acabamento uso de pedriscos
  • Poda de alguns ramos que achar desnecessário

COMO FAZER MUDAS A PARTIR DE ESTAQUIAS:

  • Para reprodução por estacas deixar por mais de 24hs o caule descansando sem plantar.
  • Retirar a ponta e as folhas para fazer o plantio.
  • Colocar as estacas em mistura porosa ou fibrosa
  • Regar moderadamente
  • Deixar em ambiente a meia sombra.
  • O enraizamento acontece até 60 dias

COMO FAZER MUDAS A PARTIR DE SEMENTES:

  •  Uso de semente maduras e de boa procedencia
  •  Colocar para germinar em mistura mais porosa ou fibrosa
  •  Ou colocar para germinar em papel toalha umedecido e assim que começar a germinar transferir para a mistura de plantio.
  • A rega deve ser moderada

CONCLUSÃO: Para quem quiser ver o outro vídeo vou deixar aqui (card) como também na descrição. Como também o link do canal da Apolonia e o da Fran. Inclusive a loja da Fran que vende sementes de adenium como também diversas outras suculentas.

As suculentas podem ser reproduzidas por diversas maneiras porém as mais fáceis são por estacas de folhas, caules e ou divisão de mudas.

Para estacas de folhas basta destacar folhas da planta e colocar sobre areia ou terra sem cobrir. O mesmo procedimento é feito para estacas de caules.

Para dividir uma touceira é interessante tirar a planta da terra e separar as mudas.

Uma mistura boa para incentivar o enraizamento é a base de areia, que pode ser pura ou enriquecida com substratos de plantio ou terra vegetal.

Deve deixar as estacas e novas mudas em local arejado e na meia sombra.

Uma planta tem mais ou menos as mesmas necessidades que nós: luz, água, ar, nutrição e calor. A importância relativa de cada um desses fatores varia consideravelmente conforme as plantas, mas dentro de uma mesma espécie as exigências permanecem as mesmas, quer a planta cresça em sua floresta natal, quer esteja cativa num apartamento.

As necessidades das plantas permanecem constantes mesmo quando seu ambiente muda radicalmente. Uma planta num vaso, cultivada em apartamento, encontra-se em condições absolutamente artificiais, e, por maiores que sejam suas qualidades de adaptação, elas têm limites. Dentro desses limites, o papel de quem as cultiva é substituir a natureza na satisfação de suas necessidades.

LUZ: A luz é essencial à conversão dessas matérias-primas em nutrientes. Durante o dia, a planta absorve a energia da luz solar graças à clorofila – pigmento verde das células vegetais. Essa energia permite-lhe dissociar a água em moléculas de oxigênio e de hidrogênio, que se combina com o gás carbônico da atmosfera para formar um composto glicosado. Esse processo constitui a fotossíntese. Luz “adequada” significa, grosso modo, o nível de luz que uma determinada planta encontra em seu ambiente natural – sombra densa na floresta ou sol intenso no deserto. Uma planta tolera intensidades luminosas diferentes, mas apenas até certo ponto. Com efeito, se um planta privada de sua indispensável ração de luz pode sobreviver, com certeza não conseguirá prosperar.

TEMPERATURA: Uma planta exige também uma certa quantidade de calor. Algumas sobreviverão a uma leve geada, enquanto outras se ressentirão se a temperatura estiver abaixo de 21º. A cada espécie convém um grau de calor ideal para seu desenvolvimento – abaixo do qual ela simplesmente vegetará e não prosperará. Essa temperatura será diferente de acordo com o período de repouso ou crescimento.

Nos meses mais quentes o desenvolvimento vegetal é maior pois tanto a luz quanto a temperatura são maiores. Nas estações frias, com a diminuição da luz e temperatura as plantas entram em dormência e diminuem todo o desenvolvimento vegetal.

ÁGUA E UMIDADE: Água é vida, traduz vida, gera vida. Qualquer ser vivo necessita de água para sobreviver, desenvolver e reproduzir. Os vegetais são seres que possuem cerca de 80% do seu peso de água. Ela é parte integrante das células e entra em todos os processos do metabolismo animal e vegetal. O excesso de água leva a podridão e a falta o ressecamento de todo vegetal.

A quantidade necessária de água depende:

  •                Procedência da planta ( cultivo e origem)
  •                Onde ela se encontra
  •                Temperatura ambiente
  •                Estação do ano, desenvolvimento da planta.

Regas freqüentes: Plantas em recipientes de cerâmica ou barro; Planta grande em vaso pequeno; Plantas em período de crescimento (primavera/verão); Plantas de folhas grandes e/ou de folhas finas e delicadas; oriundas de florestas tropicais; plantas em ambientes secos e quentes; plantas com flores; etc.

SOLO: O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas, e do subsequente estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais, liberando os nutrientes que necessitam para crescer e possibilitando o crescimento também de pequenos vegetais.

Dependendo da composição do material da rocha de origem e da ação exercida pelo clima e pelos organismos sobre este material formam-se solos com características diferentes: uns mais férteis (mais ricos em nutrientes) outros mais pobres em nutrientes.

O tamanho e a natureza dos minerais que compõem o solo determinam características importantes.

Solo arenoso: Um solo muito rico em areia que se apresenta na forma de grãos relativamente grandes, não consegue reter a água por muito tempo. A água se infiltra rapidamente pelos espaços existentes entre os grãos de areia, indo se acumular nas camadas mais profundas. Como retém pouca água e secam com muita facilidade, dificultam o crescimento de plantas.

Solo argiloso: contém muita argila que são minerais de tamanho muito pequeno. A água é retida por muito tempo nos pequenos espaços entre os grãos de argila, originando o barro. Este tipo de solo, encharca com facilidade e por isso também dificulta o crescimento das plantas.

Solo Orgânico ou Humoso: Os solos escuros, ricos em matéria orgânica (também chamada de húmus) são ricos em nutrientes, principalmente o nitrogênio. O húmus age ligando os minerais do solo como um cimento, modificando a porosidade e, portanto, aumentando a capacidade de retenção de água. Os solos orgânicos apresentam alta fertilidade, e normalmente proporcionam excelentes condições para o crescimento das plantas.

Mistura de solo:

Em geral, as espécies cultivadas em recipientes nos ambientes internos  necessitam de solo fofo, poroso e rico em matéria orgânica. Sendo necessário duas partes de terra vegetal peneirada e uma parte de composto orgânico (ou esterco bem curtido). Se a terra estiver muito argilosa acrescenta uma parte de areia grossa lavada.

 

É possível cultivar plantas mesmo quando não se tem muito espaço. Pequenos vasos com plantas dão charme em ambientes. Seja em estantes, mesas, aparadores ou mesmo em paredes as pequenas plantas formam arranjos muito charmosos. Para isso é necessário que o local tenha boa claridade e ventilação. Os recipientes depende das plantas a serem usadas, mas podem ser por exemplo de cerâmica vitrificada, cachepots de vidro, cachepots de metal ou madeira.

Além das espécies apresentadas muitas outras podem compor pequenos espaços.

As Fuchsias conhecidas popularmente como brincos de princesa são lianas nativas da América do Sul, inclusive do Rio grande do Sul. Possuem caules frágeis que devem ser guiados e tutorados em estacas ou treliças. Durante a primavera e verão surgem lindas, delicadas e várias flores pendentes. São várias cores, partindo dos tons de rosa. Existem também variedades pendentes ideais para vasos pendentes e jardineiras suspensas. Apreciam meia sombra ou sol pleno uma parte do dia. Regas frequentes sem solo encharcado. Se reproduzem por estacas.