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Lucia Borges

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Ter frutíferas bem integradas ao jardim é garantia de pássaros, boa sombra e da delícia dos frutos. Você pode cultivar frutíferas até em vasos se o espaço não permite um pomar maior.

Implantação do Pomar

  •  O pomar deve, estar localizado próximo à residência, de modo a permitir frequentes visitas, propiciando, inclusive, condições para o consumo de boa parte da produção diretamente da planta.
  •  Decida as espécies, quantidades e variedades a serem plantadas. O pomar doméstico pode ser misto ou de uma só espécie.
  •  Distribuia as espécies escolhidas, procurando agrupar espécies com exigências semelhantes. Espécies maiores devem ficar “atrás” das menores em relação ao sol. Em terrenos em declives as plantas menores devem ficar na parte mais alta do terreno.
  •  Sempre que possível o terreno deve se voltar par ao Norte e ser protegido do vento Sul.
  •  As covas para plantio devem ser de no mínimo 60×60 cm.

Classificação das Frutíferas:

Frutas Tropicais São as mais sensíveis ao frio. Permanecem constantemente enfolhadas dando mais de uma safra por ano. São as mais resistentes, menos exigentes em tratos, possuem menos inimigos e não exigem poda. Ex.: maracujá, mamão, abacaxi, jabuticaba, etc;.

Frutas De Clima Temperado – Originárias das regiões mais frias do globo, perdem suas folhas durante os meses de inverno. As frutíferas de clima temperado, por sua imperfeita adaptação ao nosso clima, são bem mais perseguidas por pragas e moléstias. Quase todas exigem poda de formação e, quando em produção, uma poda anual de frutificação. São exigentes em frio e, não se dando bem em regiões mais quentes. Ex.: maçã, ameixa, pêssego, nectarina, etc.

Frutas Subtropicais – Possuem exigências climáticas intermediárias entre as frutas tropicais e as de clima temperado. Alguma dentre suas espécies, como por exemplo do figo, perdem suas folhas no inverno, enquanto outras espécies permanecem sempre verdes (citricas). Toleram bem geadas leves.

Plantas complementam bem qualquer ambiente e ainda proporcionam um ar agradável e envolvente. Para mantê-las sempre viçosas vocês não precisam dispor de muito tempo. É só organizar os cuidados básicos em tarefas diárias, semanais, mensais e anuais. Assim, o trabalho fica bem dividido, vocês não vão se sobrecarregar e suas plantas retribuem seu carinho, crescendo bonitas e saudáveis.

A primeira coisa a fazer é escolher espécies que cresçam bem dentro de casa e saber as necessidades de regas e adubações de cada uma. Para isso, vocês podem contar com a ajuda de floricultores em casas especializadas: algumas plantas precisam de adubações mensais, outras a cada dois meses e certas espécies dispensam adubação durante todo o inverno.

Além das adubações, vejam como proceder em cada período:

Diariamente

  • Reguem as plantas que estão com o solo ressecado.
  • Retire flores e folhas murchas ou manchadas.

Semanalmente

  • Virem os vasos para as plantas receberem sol de todos os lados e não crescerem tortas.
  • Examinem as plantas para ver se não estão com pragas ou doenças. Se notarem alguma coisa, isolem o vaso, removam as folhas mais atacadas ou limpem com uma esponja embebida em água e sabão neutro. Depois, lavem bem.
  • Vejam se as plantas estão em lugar bem ventilado e iluminado. Se faltar luz, uma solução é usar uma lâmpada apropriada à venda nas lojas especializadas em jardinagem.

Mensalmente

  • Retire os vasos pendentes mergulhando-os em um balde com água para encharcar bem o solo.
  • Limpe as folhas com um pano limpo e seco.
  • Pulverize água nas folhagens.

Anualmente

  • Reenvase as plantas que estão com as raízes saindo pelo furo de drenagem do vaso.
  • Façam as podas anuais.
  • Tire novas mudas que cresceram muito, tomando conta do vaso.

Conceituação:

Paisagismo: é a técnica artística para criar o jardim com beleza e harmonia, sendo as plantas ornamentais os elementos vivos que concretizam tal criação. É uma arte viva, arte que tem vida: é uma pintura, uma escultura que cresce, desenvolve, respira, floresce, dá frutos e morre. É ciência e arte.

O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano.
Benedito Abbud

Enfoque Histórico

A história dos jardins é tão antiga quanto à do homem e até mesmo em relatos bíblicos temos o jardim como o começo de tudo, como simbologia de harmonia e perfeição.

O termo jardim, quando criado, indicava um pedaço de terra protegido dos animais domésticos e silvestres por cercas, que guardava os vegetais nele plantados e cultivados.

Hoje esse termo se amplia, representa o equilíbrio do homem com a natureza.

Alguns jardins que se destacaram:

  • Jardins Suspensos da Babilônia
  • Jardins Palácio de Versailles
  • Jardim de Monet
  • Praça da Liberdade
  • Jardins de Burle Marx

Paisagismo Indoor

É aplicação do paisagismo em ambientes internos. Para isso é necessário ter conhecimento gerais nas áreas de paisagismo e do design de interiores, sobre o emprego correto das plantas e flores nos ambientes internos, residências, comércios e eventos. A correta utilização das plantas ornamentais utilizadas em vasos, jardineiras e pequenos jardins, bem como auxiliar na escolha das melhores espécies para o uso indoor, considerando o local a ser decorado de acordo com suas qualificações ambientais: luz, temperatura, umidade, etc. Apresenta soluções para ambientes variados, de acordo com sua constituição estética: clássicas, modernas, orientais, contemporâneos, de acordo também, com a disposição dos elementos decorativos existentes no local 

Todo jardim começa com um sonho de amor.  

Antes que qualquer árvore seja plantada, ou qualquer lago seja construído, é preciso que as árvores e os lagos tenham nascidos dentro da alma.    Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.” Rubem Alves.

Conceito:

As espécies anuais são plantas que completam seu ciclo vegetativo e reprodutivo no período máximo de um ano. As Bianuais, normalmente, ultrapassam um ano chegando a completar seu ciclo em até dois anos. No paisagismo algumas das plantas perenes ou vivazes podem ser cultivadas como anuais, pelo fato de serem sensíveis ao frio, ou ao tempo seco, como também não suportarem as constantes chuvas do verão. Sendo assim descartadas dos jardins nestes períodos e substituidas posteriormente por outras. De um modo geral, as plantas anuais e bianuais produzem abundância de flores, fato que disperta a atenção para seu cultivo; estas flores, quando polinizadas, produzem muitas sementes, propriciando a perpetuação da espécie.

Cultivo:

As anuais e bianuais, de modo geral, desenvolvem-se melhor quando expostas ao sol pleno, embora algumas delas têm condições de viver e florescer à meia sombra. São exigentes quanto à temperatura, não tolerando extremos altos e muito baixos, principalmente geadas. As regas devem ser generosas. Quanto ao solo, estas espéceis devem ser plantadas naqueles que apresentem caracteríticas de boa profundidade, porosidade e que sejam bastante férteis. Como se sabe, o solo poroso possibilita boa drenagem, facilitanto a penetração da água e do ar, ao mesmo tempo que a presença de matéria orgânica ajuda a manter a umidade necessária do solo. Convém lembrar que as plantas anuais se desenvolvem melhor nos solos ligeiramente ácidos, com pH entre 6,0 e 6,5. O solo já preparado com adubo orgânico poderá receber reforço de um adubo químico balanceado (nitrogênio, fósforo e potássio). As fórmulas NPK, 6-12-6 ou 4-14-8 são as mais indicadas. A reprodução de mudas são geralmente obtidas por intermédio de sementes selecionadas.

Pragas e Doenças:

Embora estas plantas durem pouco tempo, elas não estão imunes aos ataques de pragas e doenças, principalmente quando submetidas a cultivos inadequados. Caules deformados e folhas enroladas, manchadas ou perfuradas indicam sinais de pulgões, cochonilhas, lagartas, ou outros insetos nefastos. O controle destas pragas pode ser feito por procedimentos naturais, através de soloções caseiras ou de produtos químicos. Nas épocas chuvosas e úmidas, as anuais poderão ser atacadas pro fungos ou vírus, principais agentes das doenças, manifestadas por manchas esbranquiçadas, acinzentadas ou escuras nas folhas, além de apodrecimento geral da planta.

Aspectos decorativos:

As anuais e bianuais são mais indicadas para pequenos espaços, jardineiras ou vasos. Jardins rochosos constituem excelentes motivos para emprego destas plantas. Formam bordaduras, maciços dinâmicos e multicoloridos. São indicadas, ainda, para compor jardins temporarios, como os de veraneio. As cores produzidas pelas anuais criam inúmeros efeitos, desde que bem combinadas, chegando a mudar o clima do jardim.

Recurso utilizado na produção vegetal, que se consiste na remoção metódica das partes de uma planta, com finalidade de melhorá-la em alguns aspectos de interesse do cultivador.

A poda tem várias funções: pode controlar o tamanho das plantas, estimular a floração e frutificação, remover ou impedir problemas com pragas e doenças, e melhorar a aparência geral das plantas, alterando sua forma.

Técnicas de podas:

Para a correta realização dessa prática, é preciso ter pleno conhecimento das espécies em relação ao seu porte, forma da copa e sistema de raízes.

É recomendável realizar a poda com ferramentas bem afiadas, de modo que a seção do corte fique uniforme, lisa e sem lascas. Além disso, o corte deve ser feito em “bisel”, inclinado para baixo, formando um ângulo de 45º com a direção do ramo e sempre acima da gema. Para cicatrizar o corte existem pastas especiais, em geral a base de sulfato de cobre. A melhor época do ano para a realização de podas é quando a planta se encontra em repouso vegetativo. Ou logo após a floração ou frutificação das plantas. Embora não seja comprovado, os quartos minguante e novo da lua, parecem serem os mais indicados, pois é quando ocorre um refluxo da seiva em direção às raízes.

Tipos de podas:

A poda tem várias funções. Pode-se usá-la para fins estéticos, para estimular a produção de novos ramos, flores e frutos, e, como medida de caráter sanitário.

  • poda de formação: consiste em adequar o formato da planta ao tipo de utilização que se deseja fazer da espécie (arte da topiaria). Do mesmo modo, corrigir certos desvios de caráter estético. Sempre adequando a conformação das plantas, possibilitando equilíbrio, direção dos ramos, altura das ramificações, etc.
  • poda de produção: consiste em incentivar a produção de novos ramos, flores e frutos à planta. Geralmente feita após o transplante das plantas para o jardim, após a reprodução por estaquia, após a floração ou frutificação, e ou no período de dormência da planta.
  • poda de limpeza: é aquela que elimina ramos quebrados, secos, doentes ou mal formados. Permite maior insolação e aeração na copa das plantas. Por outro lado evita o desperdício de seiva com partes improdutivas. Pode ser realizada em qualquer época do ano.

Conclusão:

Uma poda bem feita pode ser extremamente benéfica para a planta. Uma mal feita pode prejudicá-la de maneira irremediável.

 

As plantas sempre foram indispensáveis à vida humana. Com as cidades em crescimento, novas construções surgindo observamos que os muros estão cada vez mais altos e os espaços destinados ao verde estão cada vez mais estreitos. Os jardins, com isso, estão subindo pelas paredes.

Os jardins verticais podem ser montados em áreas internas ou externas, desde que haja boa condição de iluminação natural e ventilação. Os jardins verticais dão mais amplitude ao espaço, ajudam a reduzir o barulho e a poluição do ar, além de aumentar a umidade e reduzir a temperatura da casa.

O maior artista da atualidade dessas obras primas é o paisagista e especialista em botânica o francês Patrick Blanc, inventor dos Jardins Verticais, suas criações revolucionaram o mundo da arquitetura e paisagismo.

Plantas como bromélias, orquídeas, ripsalis e chifre de veado, normalmente, possuem habitat alternativos e fora do comum. São encontradas na natureza nos altos das árvores, fixando em seus caules e ramos sem parasitar.

Para o paisagismo vertical podemos utilizá-las em pedaços de troncos, cascas e placas de fibras de côco, obtendo arranjos criativos, fora do comum.

Algumas espécies de plantas reptantes ou pendentes também se adaptam em recipientes especiais, como vasos suspensos, vasos de parede ou em jardineiras, formando junto com as epifitas os jardins verticais.

Diversos elementos e estruturas podem ser usadas para a montagem dos jardins verticais. Como por exemplos:

  • Treliças: são estruturas verticais construídas de madeira, metal ou arame, com malhas em diagonal ou quadradas para facilitar a expansão das plantas lianas (trepadeiras) ou servem como apoio aos vasos de parede e quadros vegetais. O formato e tamanho das treliças variam de acordo com o espaço. O uso da treliça de metal galvinizada, com vasos meia cuia (de parede) formando painéis vivos em paredes são muito aplicados nos dias de hoje. Neste sistema de parede viva é comum o uso de irrigação automatizada, através de gotejamento nos vasos.
  • Quadros vegetais: são verdadeiros quadros vivos. Formados com placas de fibra de côco ou vasos de parede são emoldurados com metal, madeira ou bambu. Espécies como pequenas bromélias, ripsalis entre outras proporcionam o toque final. A escolha da planta esta vinculada com o ambiente em que o quadro vai ficar. Existem no mercado estes quadros também com sistema de irrigação automatizado.
  • Blocos de concreto ou cerâmica: São blocos tipo tijolos que formam as paredes vivas, possuindo espaços para o plantio das espécies. Existem em dois modelos: bloco de concreto fundido, com jardineiras contínuas, e o bloco de concreto socado, com jardineiras em zigue-zague. Ambos os modelos podem ser instalados rente a muros impermeabilizados ou até sem nenhum apoio, pois os blocos têm nichos para passar vigas de sustentação. Já o bloco cerâmico podem ser fixados em paredes em muros utilizando argamassa. É necessário descascar a pintura da parede para que o bloco seja fixado mais facilmente. Após a instalação é necessário impermeabilizar o painel com produtos atóxicos, como os utilizados em reservatórios de água, para não prejudicar as plantas. As jardineiras podem ser pintadas ou receberem outro tipo de acabamento. Para painéis grandes, é necessário instalar um sistema profissional de irrigação por gotejamento.  
  • Sistema Wall Green: é um produto importado, vendido em kits, que deve ser montado por um sistema de encaixe e forma uma estrutura com capacidade para receber 18 plantas.  A estrutura é de plástico injetado e pode ser fixada em diferentes tipos de superfícies. O vaso e o sistema de regas precisam ser adquiridos separadamente.

 A escolha das plantas para formar os jardins verticais depende das condições do ambiente aonde estes jardins vão ficar. De uma maneira geral as samambaias, orquídeas, columeias, e ripsalis são plantas de ambientes à meia-sombra. Para ambientes ensolarados os asparagos, liriopes e cissus são muito usados. Hoje em dia também estão sendo muito usadas ervas e temperos, que necessitam de pelo menos algumas horas de sol para seu pleno desenvolvimento.

Plantar e colher é muito prazeroso. Poder fazer isso junto com as crianças é um dos melhores presentes que podemos dar a elas.

Leve as crianças para o jardim, ensine a olhar, regar e cuidas das plantas. Além disso faça com que elas semeiem seus alimentos, elas irão ter prazer em colher e comer o que plantaram.

Para isso colete sementes das frutas, verduras e legumes. Preparem os recipientes com terra fofa, semeiem e reguem. Cada legume demora um tempo diferente para germinar. Faça com a criança acompanhe o desenvolvimento das plantas.

Aprender a cuidar das plantas desde criança é aprender a ter amor por elas, é proteger a natureza!

 

As cicas e os buxinhos são plantas que, apesar de serem exóticas, estão muito presentes nos jardins e no paisagismo brasileiro. Indicadas para ambientes ao sol pleno podem compor jardins, vasos e canteiros. Estas plantas são muito vistas em composições clássicas, porém bastante frequentes nos jardins contemporâneos. O buxinho aceita poda e é largamente utilizado em forma de bola. Porém existem várias formas inclusive retilíneas. São plantas rústicas se adaptam a diversos tipos de clima e solos. O buxinho se reproduz por estaquia e a cica por mudas que surgem na base das plantas.

A irrigação por capilaridade é um processo que a água entra em contato com a planta através da osmose, ou seja vai de um local que tem mais agua para aquele que tem menos.
Normalmente é usado um reservatório de água debaixo do canteiro ou vaso e elementos para servir de ponte ou contato entre a água e a terra. Em canteiros ou lajes pode ser usada água de chuva. Existem vasos de diversos tamanho e modelos que possuem esse sistema, como também quadros vivos.

Porém podemos fazer um vaso desse usando garrafa pet. Basta cortar a garrafa, furar a tampa, passar barbante no furo, e encaixar a parte de cima, ao contrário, na parte de baixo. Plantar a muda na parte de cima e colocar a água na de baixo. Quando necessário coloque mais água no reservatório. Faça o seu vaso auto-irrigável, um sistema simples e econômico de regar suas plantas.

Beaucarnea recurvata – pata de elefante 

Planta arbustiva escultural com porte até 5 metros. É nativa do Mexico e se adapta aos climas tropical, subtropical e temperado. Possui caule, quase sempre, único dilatado na base aonde se reserva água. Suas folhas são simples, lineares, arqueadas e longas.

Na fase adulta produz inflorescências terminais. São plantas dióicas, ou seja possuem flores masculinas e femininas em plantas diferentes.

Devem ser cultivadas em locais a pleno sol, porém quando jovens podem ser colocadas na meia sombra. No paisagismo é usada isoladamente ou em grupos nos jardins. Como também em vasos ou bacias nos ambientes internos com boa claridade. Rega moderada. Reprodução por sementes das plantas femininas.