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FAMÍLIA OU GRUPO:_Solanaceae

NOMES DAS PRINCIPAIS PLANTAS: Pimenta malagueta (Capsicum frutescens) , Pimenta-dedo-de-moça (Capsicum baccatum) , Pimenta biquinho (Capsicum chinense) e pimenta-ornamental ou mini-pimentão (Capsicum annus).

ORIGEM: Muitas espécies são americanas, inclusive do Brasil

CARACTÉRISTICAS MORFOLÓGICAS GERAIS: Todas as espécies mostradas são arbustivas da família solanáceas. O Porte varia entre 40 a 1,50m de altura, dependendo da espécie. As maiores necessitam de vasos maiores e as vezes devem ser tutoradas, por causa do peso dos frutos. As flores quase sempre são pequenas e brancas.

CARACTERÍTICAS MORFOLÓGICAS DAS ESPÉCIES:

– Pimenta malagueta (Capsicum frutescens) é bem ardida, com frutos pequenos (3cm) eretos e compridos.
– Pimenta-dedo-de-moça (Capsicum baccatum) tem folhas e frutos semelhantes aos da malagueta, porém são maiores é um pouco menos ardida que a malagueta,
– Pimenta biquinho (Capsicum chinense) tem folhas bem ovaladas e pontiagudas, frutos arredondados com pontinha (biquinho) tem pouca ardência
– e pimenta-ornamental ou mini-pimentão (Capsicum annus), variedades bem coloridas, mais compactadas desenvolvidas de cruzamentos. Podem ser comestíveis, dependendo da variedade é ardida ou não,

CULTIVO:

LUZ: Sol pleno de 4 a 6 horas por dia
REGA: Frequente sem deixar solo encharcado
TERRA/SUBSTRATO: Mistura clássica
ADUBAÇÃO: Equilibrada, de preferencia orgânica
PODA: Limpeza e produção após coleta dos frutos
REPRODUÇÃO: Sementes e estacas

USO PAISAGÍSTICO: Apesar de serem usadas em hortas são muito ornamentais e formam lindos vasos, canteiros e jardineiras

CURIOSIDADES: A capsaicina é a substancia que produz ardência é encontrada nos frutos das pimentas. Elas são classificadas pela quantidade desse composto, quanto maior concentração de capsaicina mais ardida é a pimenta.

NOME BOTÂNICO:_Aphelandra squarrosa

NOME POPULAR: Afelandra, espiga dourada, planta zebra

ORIGEM: Nativa do Brasil

CARACTÉRISTICAS MORFOLÓGICAS: Planta herbácea ereta com porte de 30 até 90cm de altura, conforme a variedade. Folhas grandes, elípticas, alongadas, com nervuras claras bem demarcadas e muito ornamental. As inflorescências são terminais (surgem na ponta dos caules) em forma de espigas amarelas, com flores tubulares amarelas ou brancas, surgem no decorrer do ano (principalmente nas estações mais quentes). Atraem beija-flores.

CULTIVO:

LUZ: meia sombra
REGA: moderada.
TERRA/SUBSTRATO: rica em matéria orgânica
ADUBAÇÃO: rica em fósforo no início da primavera e início do verão, alternando com uma adubação equilibrada no outono.
PODA: de brotação, para estimular a planta ramificar, normalmente feita no final do inverno e poda de limpeza
REPRODUÇÃO: por estacas de caule

USO PAISAGÍSTICO: vasos e jardineiras em ambientes internos com boa claridade, formando maciços ou bordaduras de canteiros na meia sombra

CURIOSIDADES:

– Planta da família dos camarões.
– Existem outras espécies de afelandra com flores avermelhadas
– Tolera climas frios e nestes climas suportam um pouco de sol direto

A  jardinagem trás diversos benefícios, as plantas alem de embelezar purificar o ar que respiramos. Porem elas nos ajudam muito mais do que isso, elas aliviam situações de ansiedade e estresse. Estar em um jardim e cuidar das plantas melhora muito nossa qualidade de vida. Obrigada por assistir, curta se gostou do video e se inscreva no canal caso ainda não seja inscrito.

O que são PANC?

Acrônimo com sonoridade engraçada, que às vezes remete ao punk (do movimento de rock que nasceu nos anos 70), foi criado recentemente pelo botânico e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Valdely Kinupp para caracterizar aquelas plantas que tem uso comestível/culinário mas que, por uma série de fatores, não são tão comuns no dia a dia das pessoas e nem tem visibilidade econômica…ainda!

Conceito

Plantas alimentícias não convencionais, muitas vezes velhas conhecidas de nossos avós e parentes do interior, algumas delas simplesmente caíram no ostracismo com o crescimento das cidades, sendo relegadas a segundo plano, consideradas como “comida de boi”, “mato”, “comida de pobre”, “famine food”, dentre outras denominações pejorativas. Geralmente são espontâneas, não cultivadas e mais resistentes a pragas, doenças e condições climáticas adversas que a maioria dos legumes, frutas e hortaliças que vemos nos sacolões. Também entram nessa categoria as partes não convencionais de plantas “normais”, tais como: umbigo de banana, medula do mamoeiro, raiz do chuchu, folha de beterraba, dentre outros.

No entanto essa situação vem mudando dia após dia, principalmente depois que alguns chefs e apresentadores de TV começaram a utilizar de algumas dessas plantas em sua cozinha.

Essas plantas geralmente são mais nutritivas do que as que compramos nos mercados e estão menos sujeitas à contaminação por agrotóxicos e agroquímicos, por não serem cultivadas geralmente. Representam muito os conceitos de soberania e segurança alimentar, que tanto estão em voga no discurso ecológico e ambiental contemporâneo.

Na cidade, mesmo com o aparente “sufoco” de prédios e concreto, é possível encontrar inúmeras espécies de plantas comestíveis não convencionais que tem uso na tradição de algumas culturas (não só a nossa). Também é possível visualizar muitas plantas que seu principal uso é ornamental porém possuem uso comestível desconhecido por grande parte das pessoas.

O que é necessário para uma planta ser PANC?

Basta que ela não tenha uso corrente pelas pessoas, não seja facilmente encontrada em supermercados e sacolões, não seja reconhecida facilmente pelas pessoas, não tenha uso comercial em escala, seja de uso tradicional em algumas regiões (algumas vezes o que é PANC para alguém em Minas Gerais não o é para alguém no Pará!).

Ex: Ora pro nobis (Pereskia aculeata) e taioba (Xanthosoma taioba) são bem conhecidas pelos mineiros porém no resto do Brasil praticamente desconhecidas, apesar de serem bem comuns.

Como saber se alguma planta é PANC?

Essa pergunta é quase impossível de ser respondida, pois grande parte do conhecimento relativo às PANC vem de estudos etnobotânicos que remontam as tradições e usos das plantas nas diversas regiões do mundo. Porém, com alguma observação mais atenta e ajuda de amigos botânicos (ou do livro do Kinupp), é fácil reconhecer algumas PANC comuns em ambientes antropizados (modificados pelo homem), tais como: beldroega, caruru, melão de são caetano, picão, etc. Há também grupos no Facebook com discussões interessantes, tais como “PANC” e “Identificação botânica”, e blogs fantásticos sobre o tema: “Matos de comer”, do educador ambiental Guilherme Ranieri, “Come-se”, da nutricionista Neide Rigo, e “Jaca Verde Panc”, de minha autoria. De qualquer forma, se não souber ou não tiver certeza que o vegetal é comestível, não coma!!!

É possível colher algumas PANC na cidade?

Sim, desde que o consumo delas seja ocasional, ou que elas sejam coletadas em lugares onde não há trânsito intenso, nem lixo ou áreas de descarte de objetos próximas ao vegetal. Árvores altas e frutíferas são menos suscetíveis a contaminações do que espécies herbáceas e arbustivas. Todo cuidado é pouco! Plantas em lugares com muito tráfego tendem a acumular metais tóxicos em seus tecidos, sendo o uso de suas partes não recomendável ao longo prazo.

Comendo o seu jardim

É possível fazer um jardim comestível? Claro, basta encontrar espécies que dialoguem seu uso comestível com o uso ornamental que logo se tornam ótimas opções para jardins, internos, externos e verticais!

Está curioso para saber algumas PANC comuns em jardins? Separei aqui algumas bem interessantes e muito usadas no paisagismo!

Beijinho (Impatiens walleriana)
Beijinho (Impatiens walleriana)

1 – Beijinho (Impatiens walleriana) – Além de ser muito usada no paisagismo para dar cor aos jardins, principalmente na sombra, o beijinho é tão espontâneo que nasce aonde bem entender. Dele utilizamos as flores, que podem virar geleia, salada e mousse!

 

 

 

 

2 – Celósia, espinafre africano (Celosia argentea) – Espécie herbácea anual, usada no paisagismo como forração e bordadura de canteiros, a celósia além de ser incrível pela beleza de suas inflorescências, também pode ter suas sementes e folhas utilizadas na culinária, a exemplo de antigas tradições na África, principalmente na Nigéria. Seu sabor se assemelha ao espinafre, que é seu parente próximo (também uma Amaranthaceae!).

À esquerda, Celosia argentea, à direita, Celosia cristata: ambas com mesmo uso na cozinha.

3 – Jasmim manga (Plumeria rubra) – Lindo arbusto muito usado no paisagismo, quem diria, também possui uso na cozinha! Eventualmente podemos cozinhar com suas flores aromáticas, tomando todo o cuidado com seu látex (leite que sai da planta ao ser cortada) que é tóxico! Já fiz geleia e refogado com suas flores, dão um sabor perfumado e muito agradável aos pratos!

Geleia de jasmim manga feita pela Jaca Verde Panc

4 – Costela de adão (Monstera deliciosa) – Essa planta além de ser linda na composição de jardins de sombra, e para contrastar com troncos de árvores, também possui potencial culinário, através de seu fruto, que é uma espiga de cerca de 40 cm formada por pequenos hexágonos que, quando maduros, começam a se soltar. É nessa hora que o fruto está bom para consumo, pois quando verde contém oxalato de cálcio, substância tóxica que irrita a garganta.

Inflorescência da Monstera e fruto imaturo, ao fundo
Fruto maduro

5 – Pata de elefante (Yucca guatemalensis) – A famosa pata de elefante, planta de garbo e elegância em jardins contemporâneos, tem flores e “palmitos” (brotos terminais) comestíveis, com base na tradição de sua região de origem, a América Central. Pessoalmente já comi e achei muito saboroso, tanto suas flores quanto seu palmito!

“Palmito” dos brotos terminais de Yucca sp

6 – Hibisco da china, papoula (Hibiscus rosa sinensis) – Arbusto muito comum nas cidades, o hibisco (que não é o do chá vendido nos mercados!), a exemplo de seus irmãos, H. acetosella e H. sabdariffa (os hibiscos do chá mais comum!), tem flores de variadas cores e folhas jovens comestíveis. Suas folhas soltam uma mucilagem parecida com a da ora pro nobis, muito boa para engrossar caldos! Além disso suas flores são um belo corante.

Hibisco da china, papoula

7 – Paineira (Chorisia speciosa) – Árvore muito usada na arborização urbana de cidades do Sudeste, a paineira sempre nos brinda a cada ano que passa com suas lindas flores rosas, e em épocas de calor, com sua sombra. As suas flores tem delicioso sabor, podendo ser usadas em saladas ou em outras preparações. Há registros também do uso de folhas bem jovens de paineira como hortaliça, no interior de MG.

Murta (Murraya paniculata

8 – Murta (Murraya paniculata) – Super comum nas ruas de Belo Horizonte (e de outras cidades brasileiras), esse arbusto, que é da mesma família do limão (Rutaceae), possui suas flores brancas e frutos vermelhos comestíveis. Segundo Kinupp, eventualmente suas folhas secas podem ser usadas como condimento, pois é “irmã” da árvore do curry (Murraya koenigii).

 

 

Como reproduzir as PANC?

Depende muito da família botânica a que o vegetal pertence. Alguns são difíceis de reproduzir pois são bem espontâneos, “escolhem” onde vão nascer, muitas vezes em locais inusitados: beira de esgoto, frestas de edifícios e calçadas, etc. Se ver alguma PANC pela rua dando frutos e sementes, vale a pena guarda-las para testar sua germinação, muitas vezes são vegetais valiosos que encontramos pelas ruas da cidade! Se não estiverem dando frutos, talvez seja o caso de retirar estacas entre 15 a 20 cm, com um podão limpo, e coloca-las para enraizar em substrato ou areia lavada (mantendo sempre úmido).

Por: Lucas Mourão – Jaca Verde Panc

Para saber mais sobre PANC, confira a Jaca Verde Panc nas redes sociais:
Facebook: www.facebook.com/jacaverdepanc
Instagram: @jacaverdepanc

Todas as fotos são de autoria de Lucas Mourão (Jaca Verde Panc) e todas as PANC fotografadas foram encontradas no ambiente urbano de Belo Horizonte!

INTRODUÇÃO:

A rosa do deserto é uma planta que tem sido muito procurada e requisitada. E até já fiz outro vídeo que plantei em uma bacia vitrificada. E atendendo a pedidos vou dar mais dicas de plantio, germinação e como fazer mudas desta linda planta. Inclusive aplicando dicas dadas aqui pelos seguidores como também de outros canais daqui do Youtube especializados neste assunto, como a Apolonia Grade e a Fran Natura.

3 DICAS BÁSICAS DE CULTIVO:

  •  Planta necessita de sol pleno
  • A mistura de plantio deve ser porosa ou fibrosa
  • A rega deve ser moderada

DICAS PARA PLANTIO:

  •  Uso de vaso cerâmico ou bacias
  • Drenagem: uma camada de brita 0
  • A mistura de plantio fibrosa: uma parte de composto orgânico fibroso, palha de arroz carbonizada e pó de fibra de coco
  • Plantio da muda desfazendo um pouco o torrão
  • Para acabamento uso de pedriscos
  • Poda de alguns ramos que achar desnecessário

COMO FAZER MUDAS A PARTIR DE ESTAQUIAS:

  • Para reprodução por estacas deixar por mais de 24hs o caule descansando sem plantar.
  • Retirar a ponta e as folhas para fazer o plantio.
  • Colocar as estacas em mistura porosa ou fibrosa
  • Regar moderadamente
  • Deixar em ambiente a meia sombra.
  • O enraizamento acontece até 60 dias

COMO FAZER MUDAS A PARTIR DE SEMENTES:

  •  Uso de semente maduras e de boa procedencia
  •  Colocar para germinar em mistura mais porosa ou fibrosa
  •  Ou colocar para germinar em papel toalha umedecido e assim que começar a germinar transferir para a mistura de plantio.
  • A rega deve ser moderada

CONCLUSÃO: Para quem quiser ver o outro vídeo vou deixar aqui (card) como também na descrição. Como também o link do canal da Apolonia e o da Fran. Inclusive a loja da Fran que vende sementes de adenium como também diversas outras suculentas.

É possível cultivar plantas mesmo quando não se tem muito espaço. Pequenos vasos com plantas dão charme em ambientes. Seja em estantes, mesas, aparadores ou mesmo em paredes as pequenas plantas formam arranjos muito charmosos. Para isso é necessário que o local tenha boa claridade e ventilação. Os recipientes depende das plantas a serem usadas, mas podem ser por exemplo de cerâmica vitrificada, cachepots de vidro, cachepots de metal ou madeira.

Além das espécies apresentadas muitas outras podem compor pequenos espaços.

As Fuchsias conhecidas popularmente como brincos de princesa são lianas nativas da América do Sul, inclusive do Rio grande do Sul. Possuem caules frágeis que devem ser guiados e tutorados em estacas ou treliças. Durante a primavera e verão surgem lindas, delicadas e várias flores pendentes. São várias cores, partindo dos tons de rosa. Existem também variedades pendentes ideais para vasos pendentes e jardineiras suspensas. Apreciam meia sombra ou sol pleno uma parte do dia. Regas frequentes sem solo encharcado. Se reproduzem por estacas.

Ter frutíferas bem integradas ao jardim é garantia de pássaros, boa sombra e da delícia dos frutos. Você pode cultivar frutíferas até em vasos se o espaço não permite um pomar maior.

Implantação do Pomar

  •  O pomar deve, estar localizado próximo à residência, de modo a permitir frequentes visitas, propiciando, inclusive, condições para o consumo de boa parte da produção diretamente da planta.
  •  Decida as espécies, quantidades e variedades a serem plantadas. O pomar doméstico pode ser misto ou de uma só espécie.
  •  Distribuia as espécies escolhidas, procurando agrupar espécies com exigências semelhantes. Espécies maiores devem ficar “atrás” das menores em relação ao sol. Em terrenos em declives as plantas menores devem ficar na parte mais alta do terreno.
  •  Sempre que possível o terreno deve se voltar par ao Norte e ser protegido do vento Sul.
  •  As covas para plantio devem ser de no mínimo 60×60 cm.

Classificação das Frutíferas:

Frutas Tropicais São as mais sensíveis ao frio. Permanecem constantemente enfolhadas dando mais de uma safra por ano. São as mais resistentes, menos exigentes em tratos, possuem menos inimigos e não exigem poda. Ex.: maracujá, mamão, abacaxi, jabuticaba, etc;.

Frutas De Clima Temperado – Originárias das regiões mais frias do globo, perdem suas folhas durante os meses de inverno. As frutíferas de clima temperado, por sua imperfeita adaptação ao nosso clima, são bem mais perseguidas por pragas e moléstias. Quase todas exigem poda de formação e, quando em produção, uma poda anual de frutificação. São exigentes em frio e, não se dando bem em regiões mais quentes. Ex.: maçã, ameixa, pêssego, nectarina, etc.

Frutas Subtropicais – Possuem exigências climáticas intermediárias entre as frutas tropicais e as de clima temperado. Alguma dentre suas espécies, como por exemplo do figo, perdem suas folhas no inverno, enquanto outras espécies permanecem sempre verdes (citricas). Toleram bem geadas leves.