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NOME BOTÂNICO:_Plectranthus saccatus

NOME POPULAR: Ametista

ORIGEM: Nativa da África do Sul, porém existem híbridos

CARACTÉRISTICAS MORFOLÓGICAS: Planta herbácea ramificada, as vezes reptante (quanto cultivada em canteiros) com porte de até 50cm de altura. Folhas ovalada, pilosas, denteadas, verde por cima e arroxeada por trás, levemente aromática. As inflorescências são terminais (surgem na ponta dos caules) em forma de espigas, com flores tubulares lilases e com pintas arroxeadas, surgem no decorrer do ano (principalmente nas estações mais quentes).

CULTIVO:

LUZ: meia sombra (pode receber um pouco de sol nas horas amenas)
REGA: frequência, sem deixar a terra encharcada.
TERRA/SUBSTRATO: Porosa ou fibrosa e rica em matéria orgânica
ADUBAÇÃO: rica em fósforo
PODA: de limpeza ou depois de dois anos uma poda brotação para estimular o enfolhamento
REPRODUÇÃO: por estacas ou mergulhia (caules enraizados)

USO PAISAGÍSTICO: vasos, canteiros, jardineiras, formando maciços ou bordaduras de canteiros

CURIOSIDADES:

– Planta da família do dólar.
– Tolera climas frios e nestes climas suportam um pouco de sol direto

A  jardinagem trás diversos benefícios, as plantas alem de embelezar purificar o ar que respiramos. Porem elas nos ajudam muito mais do que isso, elas aliviam situações de ansiedade e estresse. Estar em um jardim e cuidar das plantas melhora muito nossa qualidade de vida. Obrigada por assistir, curta se gostou do video e se inscreva no canal caso ainda não seja inscrito.

O que são PANC?

Acrônimo com sonoridade engraçada, que às vezes remete ao punk (do movimento de rock que nasceu nos anos 70), foi criado recentemente pelo botânico e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Valdely Kinupp para caracterizar aquelas plantas que tem uso comestível/culinário mas que, por uma série de fatores, não são tão comuns no dia a dia das pessoas e nem tem visibilidade econômica…ainda!

Conceito

Plantas alimentícias não convencionais, muitas vezes velhas conhecidas de nossos avós e parentes do interior, algumas delas simplesmente caíram no ostracismo com o crescimento das cidades, sendo relegadas a segundo plano, consideradas como “comida de boi”, “mato”, “comida de pobre”, “famine food”, dentre outras denominações pejorativas. Geralmente são espontâneas, não cultivadas e mais resistentes a pragas, doenças e condições climáticas adversas que a maioria dos legumes, frutas e hortaliças que vemos nos sacolões. Também entram nessa categoria as partes não convencionais de plantas “normais”, tais como: umbigo de banana, medula do mamoeiro, raiz do chuchu, folha de beterraba, dentre outros.

No entanto essa situação vem mudando dia após dia, principalmente depois que alguns chefs e apresentadores de TV começaram a utilizar de algumas dessas plantas em sua cozinha.

Essas plantas geralmente são mais nutritivas do que as que compramos nos mercados e estão menos sujeitas à contaminação por agrotóxicos e agroquímicos, por não serem cultivadas geralmente. Representam muito os conceitos de soberania e segurança alimentar, que tanto estão em voga no discurso ecológico e ambiental contemporâneo.

Na cidade, mesmo com o aparente “sufoco” de prédios e concreto, é possível encontrar inúmeras espécies de plantas comestíveis não convencionais que tem uso na tradição de algumas culturas (não só a nossa). Também é possível visualizar muitas plantas que seu principal uso é ornamental porém possuem uso comestível desconhecido por grande parte das pessoas.

O que é necessário para uma planta ser PANC?

Basta que ela não tenha uso corrente pelas pessoas, não seja facilmente encontrada em supermercados e sacolões, não seja reconhecida facilmente pelas pessoas, não tenha uso comercial em escala, seja de uso tradicional em algumas regiões (algumas vezes o que é PANC para alguém em Minas Gerais não o é para alguém no Pará!).

Ex: Ora pro nobis (Pereskia aculeata) e taioba (Xanthosoma taioba) são bem conhecidas pelos mineiros porém no resto do Brasil praticamente desconhecidas, apesar de serem bem comuns.

Como saber se alguma planta é PANC?

Essa pergunta é quase impossível de ser respondida, pois grande parte do conhecimento relativo às PANC vem de estudos etnobotânicos que remontam as tradições e usos das plantas nas diversas regiões do mundo. Porém, com alguma observação mais atenta e ajuda de amigos botânicos (ou do livro do Kinupp), é fácil reconhecer algumas PANC comuns em ambientes antropizados (modificados pelo homem), tais como: beldroega, caruru, melão de são caetano, picão, etc. Há também grupos no Facebook com discussões interessantes, tais como “PANC” e “Identificação botânica”, e blogs fantásticos sobre o tema: “Matos de comer”, do educador ambiental Guilherme Ranieri, “Come-se”, da nutricionista Neide Rigo, e “Jaca Verde Panc”, de minha autoria. De qualquer forma, se não souber ou não tiver certeza que o vegetal é comestível, não coma!!!

É possível colher algumas PANC na cidade?

Sim, desde que o consumo delas seja ocasional, ou que elas sejam coletadas em lugares onde não há trânsito intenso, nem lixo ou áreas de descarte de objetos próximas ao vegetal. Árvores altas e frutíferas são menos suscetíveis a contaminações do que espécies herbáceas e arbustivas. Todo cuidado é pouco! Plantas em lugares com muito tráfego tendem a acumular metais tóxicos em seus tecidos, sendo o uso de suas partes não recomendável ao longo prazo.

Comendo o seu jardim

É possível fazer um jardim comestível? Claro, basta encontrar espécies que dialoguem seu uso comestível com o uso ornamental que logo se tornam ótimas opções para jardins, internos, externos e verticais!

Está curioso para saber algumas PANC comuns em jardins? Separei aqui algumas bem interessantes e muito usadas no paisagismo!

Beijinho (Impatiens walleriana)
Beijinho (Impatiens walleriana)

1 – Beijinho (Impatiens walleriana) – Além de ser muito usada no paisagismo para dar cor aos jardins, principalmente na sombra, o beijinho é tão espontâneo que nasce aonde bem entender. Dele utilizamos as flores, que podem virar geleia, salada e mousse!

 

 

 

 

2 – Celósia, espinafre africano (Celosia argentea) – Espécie herbácea anual, usada no paisagismo como forração e bordadura de canteiros, a celósia além de ser incrível pela beleza de suas inflorescências, também pode ter suas sementes e folhas utilizadas na culinária, a exemplo de antigas tradições na África, principalmente na Nigéria. Seu sabor se assemelha ao espinafre, que é seu parente próximo (também uma Amaranthaceae!).

À esquerda, Celosia argentea, à direita, Celosia cristata: ambas com mesmo uso na cozinha.

3 – Jasmim manga (Plumeria rubra) – Lindo arbusto muito usado no paisagismo, quem diria, também possui uso na cozinha! Eventualmente podemos cozinhar com suas flores aromáticas, tomando todo o cuidado com seu látex (leite que sai da planta ao ser cortada) que é tóxico! Já fiz geleia e refogado com suas flores, dão um sabor perfumado e muito agradável aos pratos!

Geleia de jasmim manga feita pela Jaca Verde Panc

4 – Costela de adão (Monstera deliciosa) – Essa planta além de ser linda na composição de jardins de sombra, e para contrastar com troncos de árvores, também possui potencial culinário, através de seu fruto, que é uma espiga de cerca de 40 cm formada por pequenos hexágonos que, quando maduros, começam a se soltar. É nessa hora que o fruto está bom para consumo, pois quando verde contém oxalato de cálcio, substância tóxica que irrita a garganta.

Inflorescência da Monstera e fruto imaturo, ao fundo
Fruto maduro

5 – Pata de elefante (Yucca guatemalensis) – A famosa pata de elefante, planta de garbo e elegância em jardins contemporâneos, tem flores e “palmitos” (brotos terminais) comestíveis, com base na tradição de sua região de origem, a América Central. Pessoalmente já comi e achei muito saboroso, tanto suas flores quanto seu palmito!

“Palmito” dos brotos terminais de Yucca sp

6 – Hibisco da china, papoula (Hibiscus rosa sinensis) – Arbusto muito comum nas cidades, o hibisco (que não é o do chá vendido nos mercados!), a exemplo de seus irmãos, H. acetosella e H. sabdariffa (os hibiscos do chá mais comum!), tem flores de variadas cores e folhas jovens comestíveis. Suas folhas soltam uma mucilagem parecida com a da ora pro nobis, muito boa para engrossar caldos! Além disso suas flores são um belo corante.

Hibisco da china, papoula

7 – Paineira (Chorisia speciosa) – Árvore muito usada na arborização urbana de cidades do Sudeste, a paineira sempre nos brinda a cada ano que passa com suas lindas flores rosas, e em épocas de calor, com sua sombra. As suas flores tem delicioso sabor, podendo ser usadas em saladas ou em outras preparações. Há registros também do uso de folhas bem jovens de paineira como hortaliça, no interior de MG.

Murta (Murraya paniculata

8 – Murta (Murraya paniculata) – Super comum nas ruas de Belo Horizonte (e de outras cidades brasileiras), esse arbusto, que é da mesma família do limão (Rutaceae), possui suas flores brancas e frutos vermelhos comestíveis. Segundo Kinupp, eventualmente suas folhas secas podem ser usadas como condimento, pois é “irmã” da árvore do curry (Murraya koenigii).

 

 

Como reproduzir as PANC?

Depende muito da família botânica a que o vegetal pertence. Alguns são difíceis de reproduzir pois são bem espontâneos, “escolhem” onde vão nascer, muitas vezes em locais inusitados: beira de esgoto, frestas de edifícios e calçadas, etc. Se ver alguma PANC pela rua dando frutos e sementes, vale a pena guarda-las para testar sua germinação, muitas vezes são vegetais valiosos que encontramos pelas ruas da cidade! Se não estiverem dando frutos, talvez seja o caso de retirar estacas entre 15 a 20 cm, com um podão limpo, e coloca-las para enraizar em substrato ou areia lavada (mantendo sempre úmido).

Por: Lucas Mourão – Jaca Verde Panc

Para saber mais sobre PANC, confira a Jaca Verde Panc nas redes sociais:
Facebook: www.facebook.com/jacaverdepanc
Instagram: @jacaverdepanc

Todas as fotos são de autoria de Lucas Mourão (Jaca Verde Panc) e todas as PANC fotografadas foram encontradas no ambiente urbano de Belo Horizonte!

Ahhh as suculentas, impossível não se apaixonar por elas!!

Fofinhas e coloridas, atualmente elas são as queridinhas do mundo das plantas.

São típicas de regiões desérticas (principalmente da África, A.Norte e Central), resistem a grandes variações de temperatura e solos rochosos e pobre em nutrientes.

Existem milhares de espécies de plantas suculentas, classificadas em várias famílias. A maioria pertence as aizoáceas, as cactáceas e as crassuláceas, com mais de mil espécies cada uma.

No Brasil, temos mais de 100 espécies nativas e outas 22.000 espécies espalhadas pelo mundo

A caracteristica principal dessas plantas é a capacidade de acumular água .

Algumas espécies apresentam pêlos, outras uma camada de cera que previnem contra a perda da agua armazenada principalmente nas folhas e caules, ou ainda no tronco ou raizes.

Os cactos, as rosas do deserto (Adenium), os agaves e a espada de São Jorge (Tradescantia), são as suculentas mais conhecidas.

Apresentam formas geométricas, lapidadas, muitas espécies cristatas e variegatas, cores únicas e flores e inflorescências belíssimas. Se tornaram muito desejadas, já que são consideradas plantas de fácil cultivo mas na verdade elas necessitam de todos os cuidados que qualquer outra planta, com exceção da rega.

Cuidados

Luminosidade:

A grande maioria tolera boas horas de sol ao dia, (3 horas no mínimo) desde que sejam acostumadas aos poucos ,e de preferência, ao sol da manhã e do fim da tarde.

Uma boa luminosidade evita o estiolamento: aparência descaracterizada da planta, a cor pálida e o apodrecimento na base.
Há algumas espécies que resistem a locais com boa luminosidade, sem sol direto.

Regas e escolha do vaso ideal :

A rega talvez seja um dos principais cuidados e depende muito do vaso usado,da drenagem do substrato e do clima.

Logo nao ha regras bem definidas ,a nao ser “conhecer ” a planta e oferecer a ela boas condiçoes:local ventilado,baixa umidade e boa luminosidade.

No verão ,com sol a pino, o ideal é a rega matinal, e quando plantadas no substrato ideal toleram dias de chuva, com exceção de algumas espécies raras.

Muitos colecionadores recomendam regar 2x por semana no verão e quinzenalmente no inverno. Essa regra é polemica ,e o que observo no trato diário com elas, isso se aplica mais aos cactos.

No dilema rega/regra,molhe quando sentir o substrato seco. É bem mais fácil perder uma suculenta por excesso de água que por falta.

Evite os pulverizadores,isso aumenta a umidade em torno da planta.

O vaso de cerâmica requer regas mais frequentes, mesmo que impermeabilizados.São os ideiais para os cactos. Os vasos ,pendurados á altura(pendentes) também ressecam mais.

Os de plásticos são os mais comuns , acho ideal para suculentas .

Espécies como as Echeverias, os Kalanchoes e Sedums (principalmente os pendentes) apreciam vasos de boca larga e com profundidade maior.

Já as Hawortias, os Orostachys, Lithops, e várias espécies de cactos ja crescem bem “apertadinhos” em vasos estreitos.

Tenho suculentas plantadas em sapucaia, em tocos de madeira (cuidado com umidade nos períodos de chuva) e algumas plantadas diretamente no solo.

Vasos de cerâmicas quebrados, de diferentes tamanhos, sobrepostos. Formam cascatas maravilhosas. E grandes bacias de suculentas em jardins, dão um toque super charmoso.

Substrato ideal

Há várias receitas sobre o substrato ideal .

Eu uso para suculentas:

  • 2 partes de terra adubada,
  • 1 de areia grossa e 1/2 de húmus de minhoca
  • NPK 04.14.08 na proporção indicada na bula.

Carvão vegetal bem triturado é excelente pra ajudar na drenagem, além de ser antibacteriano, antifúngico. Podemos usar pedriscos e fibra de coco bem cortada e cacos de telha.

Os cactos apreciam solo de pH mais alto e substrato arenoso e pedregoso :

  • 1 parte de terra adubada
  • 1 de areia grossa e ½ de húmus de minhoca(aumenta o PH)

Há espécies de suculentas, que facilmente são confundidas com cactos( Euphorbias).
Uma dica para diferenciar, é a ausência de folhas e látex(seiva leitosa) nos cactos.

Todo cacto é suculenta mas nem toda suculenta é cacto.

O preparo do vaso :argila expandida ou brita no fundo do vaso furado, manta bidim, substrato, acabamentos com pedriscos ou seixo.

Antes de usar os pedriscos é bom lavar bem, escorrer e esperar secar.Uma camada fina sobre o substrato ajuda a controlar umidade além de proteger contra chuva.

Em lojas de Aquarismo há grande opção de pedras que fazem um acabamento lindo em vasos.

Vale o toque pessoal !

Quando as vemos delicadas em vasos ,nao imaginamos o tamanho que a maioria alcança se plantada em um jardim.

Desde que se se faça uma boa preparação na drenagem, é o ideal para quem tem espaço.

Adubação

Quanto a adubação, as suculentas não necessitam de muitos nutrientes.

  • Um adubo composto por N=Nitrogênio- age na parte “verde” da plantas, estimula a brotação.
  • P=Fósforo – estimula a frutificação e floração
  • K=Potássio – estimula o crescimento de raízes, caules e ramos

A vantagem do NPK, é a proporção correta dos macronutrientes em sua composição e por ser um adubo de liberação lenta.

Suculentas:

  • Uso trimestral de NPK 10-10-10.
  • Indicada também a aplicação de farinha de osso no inverno, 60 dias antes da primavera
  • Já os cactos a adubação deve ser feita com adubo granulado fórmula NPK 04.14.08, com pouco nitrogênio.

Reprodução

A reprodução talvez seja o grande trunfo das suculentas. A grande maioria se reproduz por folhas, algumas por estaquia e também por sementes.

E possível fazer mudas dos ramos florais se interromper a floração. Há casos em que voce pode decapitar a planta, quando acontece o estiolamento ou para fazer novas mudas. Basta cortar na altura desejada, passar canela em pó (cicatrizante) e replantar. Deixe a sombra e sem rega por 2 dias. A outra parte que ficou enraizada também solta novas mudas.

É interessante também ter um berçário, com substrato bem seco , acomodar as folhas que caeem e borrifar o substrato diariamente. Quando formar uma boa quantidade de raízes, podemos transferir pra um vasinho.

Ficam lindas em quadros verticais, mini jardins e terrários abertos. Formam lindas composições decorativas (temporárias) para ambientes internos, em xícaras, taças, bandejas e cachepots, imãs de geladeira ,e outras varias ideias criativas que surgem a cada dia.

No Feng Shui, os cactos são considerados guardiões, por serem purificadores de ambientes e, agem como uma barreira para os raios gama.

No Paisagismo ,as suculentas podem ser usadas como forração, isoladas ou em maciços arbustivos e ainda espécies arbéreas.
Composições com pedras, tocos de arvores envelhecidos, formam jardins floridos, originais e de baixa manutenção.

Pragas e doenças:

Ocorrem quando há algum desequilíbrio com a planta.
Pouca ventilação e alta umidade propiciam o aparecimento de pulgões e cochonilhas, que são os maiores vilões das suculentas.

Cochonilha: Tem aparência de um algodão, é fácil retirá-las.

Receitas caseiras como a calda de fumo:

  • Pique o fumo de rolo, deixe-o recoberto com água por 24 horas.
  • Retire o líquido e misture-o com 4 partes de água.
  • Pulverizar por 3 dias.

Dependendo da infestação é recomendável que se lave a planta, retire o máximo com um cotonete ou escovinha bem macia, aplique um inseticida. O Dimy funciona bem. Geralmente elas também atacam as raízes e se necessário, troque o vaso e substrato

A cochonilha de carapaça, que não se solta da folha com facilidade. Uso o Óleo de Neem. Importante lembrar que deve ser diluído, aplicado a sombra e no máximo 3 aplicações. Dê preferencia a dias nublados. O Oleo é fotossensível e o sol pode inibir alguns princípios ativos, além queimar a planta.

Pulgões: chamados também de piolho de planta, são verde-claro, amarronzados e pretos. Podem ser retirados com cotonetes embebidos em água ou álcool, quando descoberto no começo .Em grandes infestações o Dimy inseticida é eficaz.

Lesma e caracois:

Pode-se fazer iscas com potinhos de cerveja ou pedaços de chuchu e fazer a catação manual ou aplicar o Ferramol (não tóxico).

Lagartas:

Observar e localizar seus ninhos no verso das folhas ou em folhas enroladas. Para grandes infestações pulverizações com Dipel ou Agropel encontrados em lojas especializadas .É um inseticida natural contra as lagartas, a base de Bacilus thunrigiensis, que não elimina as joaninhas que auxiliam no combate a cochonilhas e pulgões

Fungos:

Surgem em locais com pouca ventilação quentes e úmidos.
Uso de Dithane ou Manzate BR.

Formigas cortadeiras:

Controle químico – BioStop.

Quando ao uso de inseticidas e herbicidas químicos, fique sempre atento as instruções da bula (diluição, aplicação, toxicidade) e aplica-los sempre com o substrato úmido e sem exposição ao sol.

Antes de usá-los, experimente receitas caseiras e produtos naturais.

Hoje, com mais de 200 espécies em um espaço limitado, tenho um grande fascínio pelo cultivo de suculentas e cactos.Confesso que já perdi muitas por excesso de zelo.

São plantas resistentes, desde que se ofereça um pouco das condições do seu habitat natural.

E no convívio com elas, chego a conclusão que talvez a melhor maneira de cuidar bem de sua suculenta, é seguir as regras básicas, mas saber quando quebra-las .

É o grande fascínio do cultivo.

Conhecer aos poucos a planta, e do que ela gosta e precisa para se desenvolver bem e saudável.

Eu sou Paulo Roberto Xavier,
estudante de Paisagismo e apaixonado por suculentas.

INTRODUÇÃO:

Todas as plantas necessitam de ar, luz, água, temperatura, mistura de plantio, nutrientes para se desenvolverem. Porem a quantidade de cada um destes elementos varia conforme o local de cultivo das plantas. No vídeo de hoje iremos mostrar o que significa cada dica dada nos vídeos de plantas daqui do canal.

DICAS DE CULTIVO:

LUZ:
toda planta precisa de luz para se desenvolver, a melhor luz é a do sol (mesmo que seja indireta).

  • sol pleno: é quando a planta necessita de luz solar direta (ideal que seja no mínimo 4hs)
  •  meia sombra: é a luz solar filtrada, ou ambiente que tenha intensa claridade podendo até receber um pouco de luz direta nas horas mais amenas do dia (início ou final do dia)
  • sombra: é o ambiente sem sol direto, porém uma boa claridade. Porém se for muito obscuro não favorece a planta.

REGA:

toda planta precisa de água para sobreviver. Ela é fundamental para as plantas e está presente em muitas etapas de desenvolvimento vegetal.

  • Rega frequente: é quando a planta necessita de estar com a terra sempre úmida. Normalmente são plantas oriundas de matas e florestas tropicais e ou que tem as folhas mais finas, como as avencas.
  •  Regas moderadas: é quando a planta necessita que a superfície da terra seque um pouco antes de regar novamente. Normalmente são plantas grandes e ou que tenham as folhas mais duras e ou coriáceas.
  • Regas escassas: é praticada em plantas que possuem folhas carnosas como cactos e suculentas. Elas necessitam de intervalos maiores entre uma rega e outra.

MISTURA DE PLANTIO:

É o meio para as plantas se fixarem e enraizarem. Normalmente é feito a base de terra, mas existem plantas, como orquídeas e bromélias, que utilizam outros ingredientes.

  • Mistura clássica de plantio: é quando usamos terra preparda ou substrato para plantio pronto. Pode ser feito também à base de 2 partes terra vegetal e 1 parte esterco, composto orgânico ou húmus de minhoca
  • Terra rica em matéria orgânica: é uma mistura de terra preparada com um pouco mais de composto orgânico ou esterco.
  • Terra arenosa ou porosa: substrato para plantio ou terra preparada acrescida de areia. Para cactos o ideal é mistura uma parte de terra preparada para uma de areia.
  • Terra fibrosa: é aquela que acrescentamos fibras naturais como fibra de coco, xaxim, esfagno, palhas ou cascas.

ADUBAÇÃO:

é a aplicação de produtos que favorece a nutrição das plantas. Os nutrientes são classificados de macro e micro nutrientes e o NPK são os mais necessários e usados pelas plantas.

  • Equilibrada: Possui uma composição mais equilibrada dos nutrientes (NPK 10-10-10)
  • Rica em nitrogênio: Possui um maior percentual de nitrogênio como NPK 20-10-10. ideal para as plantas de folhagens em geral.
  • Rica em fósforo: Possui maior percentual de fósforo como NPK 4-14-8 ou farinha de ossos, ideal para raízes, flores e frutos
  • Rica em Potássio: Possui maior percentual de potássio, como o caso das cinzas de madeira. Indicado para flores, frutos e aumentar a resistência contra a doenças.

PODA:

é a remoção de partes das plantas para proporcionar algum benefício a planta e ao cultivador. Importante o uso de ferramentas limpas e bem afiadas.

  •  Limpeza: poda que retira folhas e ramos secos, amarelados e doentes. É feita sempre que necessário.
  • Brotação: poda para estimular a brotação de ramos, folhas, flores e frutos. Deve ser praticada na época de dormência das plantas ou após a floração ou frutificação
  • Formação ou condução: é a poda para adequar a forma da planta ou conduzir um ramos mau formados. Deve ser praticada quando necessário.

REPRODUÇÃO:

  • sementes
  • divisão de touceiras
  •  estacas de caule
  •  estacas de ponta
  • estacas de folhas
  • fragmentação
  • mergulhia
  • alporquia

CONCLUSÃO: As plantas quando cultivadas adequadamente se desenvolvem melhor e se tornando mais bonitas, saudáveis e resistentes aos ataques de pragas e doenças. É importante respeitar essas necessidades e adequar as formas de cultivo para termos plantas. O ideal é cultivar plantas adaptadas ao seu clima e região. Fechamento tradicional e pergunta se gostou da forma de apresentação.

As suculentas podem ser reproduzidas por diversas maneiras porém as mais fáceis são por estacas de folhas, caules e ou divisão de mudas.

Para estacas de folhas basta destacar folhas da planta e colocar sobre areia ou terra sem cobrir. O mesmo procedimento é feito para estacas de caules.

Para dividir uma touceira é interessante tirar a planta da terra e separar as mudas.

Uma mistura boa para incentivar o enraizamento é a base de areia, que pode ser pura ou enriquecida com substratos de plantio ou terra vegetal.

Deve deixar as estacas e novas mudas em local arejado e na meia sombra.

É possível cultivar plantas mesmo quando não se tem muito espaço. Pequenos vasos com plantas dão charme em ambientes. Seja em estantes, mesas, aparadores ou mesmo em paredes as pequenas plantas formam arranjos muito charmosos. Para isso é necessário que o local tenha boa claridade e ventilação. Os recipientes depende das plantas a serem usadas, mas podem ser por exemplo de cerâmica vitrificada, cachepots de vidro, cachepots de metal ou madeira.

Além das espécies apresentadas muitas outras podem compor pequenos espaços.

As Fuchsias conhecidas popularmente como brincos de princesa são lianas nativas da América do Sul, inclusive do Rio grande do Sul. Possuem caules frágeis que devem ser guiados e tutorados em estacas ou treliças. Durante a primavera e verão surgem lindas, delicadas e várias flores pendentes. São várias cores, partindo dos tons de rosa. Existem também variedades pendentes ideais para vasos pendentes e jardineiras suspensas. Apreciam meia sombra ou sol pleno uma parte do dia. Regas frequentes sem solo encharcado. Se reproduzem por estacas.